Zeca: ‘Posso abrir mão de prefeitura, mas ainda sou pré-candidato do PT’

Zeca do PT e Ricardo Ayache
Zeca do PT e Ricardo Ayache

O deputado federal José Orcírio Miranda dos Santos, o Zeca do PT, falou ao portal Página Brazil sobre a possibilidade de abrir mão da pré-candidatura à prefeitura de Campo Grande e apoiar a candidatura do ex-petista e pré-candidato do PSB, Ricardo Ayache.

Questionado se a sinalização não seria um recuo estratégico – em função da crescente rejeição do PT junto ao eleitorado, com os altos percentuais de reprovação do governo de Dilma Rousseff e do envolvimento de vários nomes da cúpula nacional do partido em escândalos de corrupção – para evitar uma derrota traumática na disputa pela prefeitura de Campo Grande neste ano, o deputado federal foi enfático:

“Não, não, não e também. Eu não abri mão da candidatura. Continuo sendo o virtual pré-candidato do PT à prefeitura de Campo Grande, mas não gosto de bitola estreita, de visão conservadora sobre a política. Acredito que o partido pode estudar a possibilidade de uma aliança de centro-esquerda com o PSB, com o PSDB e vários outros partidos. Não é porque o Ayache deixou o PT, que não continua sendo do bem. Ele é uma referência com o trabalho que realizou à frente da Cassems e é uma alternativa de bom senso, com uma amplitude a ser discutida”, defendeu. Quanto ao “também” da pergunta sobre um eventual recuo estratégico diante da crescente rejeição do PT pelo eleitorado, Orcírio defendeu: “Também, porque diante da ‘criminalização’ que vem sofrendo, não somente o PT, mas toda a classe política e os políticos, em uma ação que vem sendo encampada principalmente pela grande mídia e que é extremamente negativa para o país, em face das generalizações feitas, porque nem todo político é corrupto – eu não sou – também passei a considerar outros projetos, outros planos”, contextualizou.

Ao final da entrevista, Zeca ponderou: “Mesmo que optemos por lançar um candidato do partido, eu não sou o único nome do PT. Nós temos outras alternativas, temos Pedro Kemp, Amarildo Cruz e outros nomes. Então, seja fazendo alianças, seja lançando um candidato próprio, analisaremos todas as possibilidades. Está na hora do PT acabar com a política de acreditar que é o dono da verdade”, finalizou.

Silvio Ferreira

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