Zeca do PT é eleito presidente da sigla no MS para “unir PT, reconhecer erros e seguir novo projeto”

Lúcio Borges

Maioria escolheu Zeca do PT presidente da sigla em MS. (Foto: Assessoria PT).

O PT de todo Brasil passou mais um fim de semana em processo de eleição, que no Mato Grosso do Sul consagrou mais uma vez, agora para presidente estadual da legenda, o ex-governador de MS e atual deputado federal Zeca do PT. O petista que em geral influenciava e tinha um indicado afilhado na direção do partido, agora vai assumir ele mesmo o comando direto partidário no Estado, onde a legenda já administrou, como também a dezenas de prefeitura. Contudo, o partido perdeu terreno, saindo de todas as prefeituras na ultima eleição de 2016, por causa do atual momento do PT em nível nacional, como em MS, envolto a reais ou supostos escândalos político-administrativo, que tem nomes do próprio Zeca e do também deputado federal Vander Loubet, como do então senador Delcidio do Amaral, no meio do turbilhão.

O mês passado ou no último fim de semana foi de eleições em segundo turno para o diretório nos municípios, como em Campo Grande, onde Zeca conseguiu eleger o candidato de seu campo, Agamenon do Prado. Com isso, o lema agora “é unir o PT, reconhecer erros e pedir perdão”, disse o eleito presidente estadual, que teve seu nome consolidado durante eleição interna na noite deste sábado (6). O petista disputava o cargo com o ex-prefeito de Mundo Novo, Humberto Amaducci, e ficará no comando do partido até 2019.

O agora deputado-presidente foi enfático ao apontar a meta, que é juntar a legenda, reconhecer os erros e excessos, pedir perdão e se reconciliar com as pessoas. “E a partir disso construir um projeto. Nós, apesar de diminuídos, nos mantivemos em pé. Começa a crescer de novo a expectativa de um governo Lula. Nosso papel aqui é preparar nossa militância para um novo projeto capaz de resgatar o Estado e bem estar social”, apontou Zeca, que já vem no último ano falando do assunto de refazer o partido no MS, como pelo país, devido aos problemas enfrentados com desgastes, perdas de poder, cargos e até a confiança que detinha entre a população em geral e filiados.

Zeca irá recorrer da decisão (Foto: Divulgação )

Contudo, Zeca aponta que apesar de tudo, agora o PT está ou voltou a se re-unir. Mesmo antes da votação, ele falou do clima dentro da legenda, durante o sexto congresso regional, que era o de união e debates no sentido de reerguer o partido. “Ano que vem, quando haverá eleição para Governo Federal, do Estado, além de pleito para senador e deputados, o objetivo é construir uma aliança com partidos de esquerda e uma proposta para MS que seja capaz de resgatar e corrigir erros políticos”, avaliou.

Perdas vultuosas, mas ainda tem ‘estrela’

Nos últimos anos, o Partido dos Trabalhadores vivenciou uma das maiores crises da história, com escândalos em âmbito nacional, que culminaram no chamado ‘golpe parlamentar’ ou não, que fez o impeachment da presidenta Dilma Roussef, levando a queda da legenda do poder Federal. O fim da presidência da Republica, teve por consequência influencias nas eleições 2016, que me MS houve uma diminuição drástica do número de vereadores e nenhum prefeito eleitos.

Hoje, o partido possui ainda bom número e nomes de expressão nos Legislativos, que foram eleitos em 2014, como os três deputados federal (Zeca, Vander e Dagobeto Nogueira, que é do PDT, mas foi eleito na coligação e continua a caminhar alinhado) e quatro deputados estaduais (Pedro Kemp, Amarildo Cruz, Cabo Almi e João Grandão).

Votação

Zeca foi eleito em votação que não contou com urnas, já que é feito visualmente em plenária com os delegados eleitos no pleito de 9 de abril, quando também aconteceu o primeiro turno para definir os diretórios municipais – em Campo Grande, o vencedor foi Agamenon do Prado, no segundo turno, realizado no domingo (30).

No caso, foram 250 delegados que, diante da mesa diretora, tiveram que escolher entre Amaducci e Zeca. Cada delegado possuía um crachá e teve o levantar no momento da votação, visual. Assim, Zeca foi eleito por maioria de votos, sem contagem individual de cada um deles.

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