Witzel lamenta morte de menina Ágatha e defende política de segurança

O DIA/JN

O governador Wilson Witzel concedeu entrevista coletiva, na tarde desta segunda-feira, sobre a morte da menina Agatha Félix, de 8 anos, atingida por um tiro de fuzil no Complexo do Alemão, na sexta-feira. A entrevista acontece no palácio Guanabara, Zona Sul do Rio.

Wilson Witzel – Nelson Perez / GovRJ

“A dor de uma família não se consegue expressar. Eu também sou pai e tenho uma filha de 9 anos. Não posso dizer que sei o tamanho da dor que os pais da menina estão sentindo. Jamais gostaria de passar por um momento como esse”, disse Witzel na abertura da entrevista.

Durante o discurso, o governador garantiu que a investigação vai acontecer com todo rigor. “Liguei para os secretários de polícia determinando o rigor e a celeridade nas investigações. Eu confio no trabalho das polícias e do MP. E independente do meu pedido eu sei que eles vão fazer o trabalho que tem que fazer”, afirmou.

Witzel disse, também, que conversou com autoridades de Brasília e falou sobre o pacote anticrime do governo federal. “Conversei com o ministro Sérgio Moro, com o deputado Rodrigo Maia e me manifestei por nota. Tenho minha opinião pessoal que a excludente de ilicitude nós poderíamos continuar exatamente como estamos, no artigo 25 do Código Penal, mas toda lei que vem para aclarar, para melhorar a interpretação judicial é bem vinda e assim o é a proposta do ministro Sérgio Moro, do artigo 25 do Código Penal, onde acrescenta dois incisos”.

‘Evento isolado’

O comandante da Polícia Militar, Rogério Figueredo, também discursou durante a coletiva. Ele defendeu a PM e disse que o “evento na Fazendinha é um evento isolado”. “A PM, através de seu secretário, determinou um inquérito policial-militar para apurar os fatos, que terá sua duração estabelecida no código de processo militar e com os depoimentos, a perícia, os fatos apurados, dirão o resultado daquele evento. A Polícia Militar não compactua com qualquer transgressão de disciplina e entende que os fatos devem ser esclarecidos. Continuaremos a fazer nosso trabalho e a enfrentar essa criminalidade”, disse.

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