Viúva da Mega-Sena é condenada a 20 anos de prisão por planejar morte de marido

A ex-cabeleireira Adriana Ferreira Almeida, a Viúva da Mega-Sena, foi condenada a 20 anos de prisão, na noite desta quinta-feira, por homicídio triplamente qualificado. A sentença se baseou no fato de Adriana ter planejado a morte do ex-marido, Renné Senna, ganhador da Mega-Sena, em janeiro de 2007. O anúncio da pena foi feito pelo juiz Pedro Amorim Gotlib Pilderwasser, titular da 2ª Vara Criminal de Rio Bonito, na Região Metropolitana do Rio, após três dias de julgamento. Adriana será presa e não poderá recorrer em liberdade por risco de fuga.

Adriana, viúva de Renné Senna, é acusada de planejar a morte do marido (Foto: Severino Silva/Agência O Dia/Estadão Conteúdo)

Adriana chegou a ser julgada em 2011, mas foi inocentada. Três anos depois, a sentença foi anulada pelo Tribunal de Justiça. Isso porque o motorista Otávio dos Santos Pereira, genro do milionário, denunciou quebra de incomunicabilidade de dois jurados. Segundo o Código de Processo Penal, nesses casos, é decretada a nulidade do julgamento, já que os jurados não podem ter contato entre si, com testemunhas ou com o mundo exterior, para evitar que sejam influenciados. Eles teriam ido a um posto de gasolina em frente ao hotel.

Os executores, Anderson de Souza e Ednei Pereira, ambos ex-seguranças de René, e que teriam sido contratados por Adriana, foram condenados em 2009 a 18 anos de prisão.

O namoro

Ex-lavrador, René Senna começou o relacionamento com Adriana, 25 anos mas nova que ele, ainda em 2005, após ganhar R$ 52 milhões. Segundo pessoas próximas a Renné, ele tentava se aproximar dela antes, mas só teve sucesso após conquistar o prêmio. E logo colocou a viúva em seu testamento como herdeira de metade de seus bens.

Com o relacionamento, Adriana abandonou o emprego de cabeleireira e foi morar com René em uma fazenda, avaliada na época em R$ 9 milhões.

A morte do milionário

No dia 7 de janeiro de 2007, René estava num bar perto de sua fazenda quando dois homens encapuzados chegaram numa moto. O garupa efetuou vários disparos, matando o milionário na hora. Renné, que havia perdido as duas pernas por complicações de diabetes, foi atingido na nuca, na têmpora esquerda, no olho e no queixo. Adriana foi acusada pela família da vítima de ser a mandante da execução. (G1)

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