Vitoriosos e cascudos, Felipão e Renato fazem duelo à parte na Libertadores

Vitoriosos e cascudos quando o assunto é Copa Libertadores, Luiz Felipe Scolari, treinador do Palmeiras, e Renato Gaúcho, comandante do Grêmio, fazem um duelo à parte nas quartas de final da atual edição. Um dos dois dará adeus ao objetivo de buscar o segundo título continental por sua atual equipe.

Para conquistar os títulos da Libertadores por Verdão e Imortal, os treinadores Felipão e Renato Gaúcho trilharam caminhos inversos. O comandante palestrino, aproveitando um time recheado de estrelas formado com ajuda da Parmalat, patrocinadora máster, conquistou a competição logo na passagem inicial. De quebra, ainda levou outros três canecos, entre eles a Copa do Brasil de 1998.

O ídolo gremista, que já tem até estátua, precisou de três oportunidades para alcançar o feito pelo clube gaúcho. Após conquistar apenas a modesta Taça Piratini nas duas primeiras passagens, o ex-atacante retornou em 2016. Mais maduro, Renato iniciou o melhor momento de sua carreira como treinador e do Grêmio como instituição.

Implementando um futebol vistoso, de muita posse de bola, o Tricolor enfileirou títulos sob a batuta do treinador, dando fim a uma seca que já durava 15 anos. Além da Copa do Brasil de 2016, foram outros quatro troféus, com destaque para a Libertadores de 2017. Diante de resultados tão expressivos, o técnico foi cobiçado pelo Flamengo, mas optou por seguir no Grêmio e detém a marca de treinador mais longevo em um clube no futebol brasileiro.

Conhecedores da Libertadores, Felipão e Renato Gaúcho criaram uma casca com a experiência conquistada entre derrotas e títulos e sabem as estratégias necessárias para levantar o caneco do torneio continental. Porém, o embate entre Grêmio e Palmeiras, que tem o primeiro jogo marcado para esta terça-feira, às 21h30 (de Brasília), em Porto Alegre, vai tirar um dos dois da sonhada luta pelo bi dirigindo suas atuais equipes.