Versão de legítima defesa não convenceu e PM agiu conforme o protocolo

Foram encontradas setes capsulas deflagradas. (Foto: Lúcio borges/PaginaBrazil.com)

De acordo como comandante da 5ª CIPM, Tenente Coronel da Polícia Militar de Mato Grosso do Sul, Oéliton Figueiredo, a ação na manhã deste sábado(31), envolvendo um policial rodoviário federal e mais três pessoas em uma briga de trânsito que acabou em morte, foi totalmente de acordo com o protocolo da PM, negando qualquer tipo de corporativismo.

O Coronel Figueiredo explicou ao Página Brazil, que a PM foi solicitada pelo policial rodoviário federal, Ricardo Hyun Su Moon, 47 anos, através do 190, declarando que estava  armado e havia atirado contra o veículo em que estavam o empresário Adriano Correia e outros dois ocupantes, alegando legítima defesa.

Assim que a PM chegou ao local, foi constatada a morte do empresário e mais duas pessoas feridas, que estavam na Hilux. Além disso, foram encontradas sete capsulas deflagradas, o que não convenceu a PM de que a ação foi em legítima defesa.

“Fomos acionados pelo próprio PRF, que contou sua versão de legítima defesa e que ele havia disparado contra o veículo. Assim que chegamos ao local, fomos tomar conhecimento dos fatos e vimos que a versão do PRF não procedia. Apreendemos a arma e o encaminhamos para de Depac (Departamento de Pronto Atendimento Comunitário) do centro”, disse.

O Tenente-Coronel declarou também que o PRF não apresentou resistência e por isso não foi algemado, conforme manda a Lei. Foi a própria PM que chamou o corpo de bombeiros para socorrer as vítimas que ficaram feridas na ocorrência.

“Os vídeos que estão circulando foi bem na chegada da PM ao local, em nenhum momento deixamos de fazer o nosso papel, inclusive solicitamos com urgência a viatura do Corpo de Bombeiros devido à gravidade das vítimas”, justificou.

O policial rodoviário federal foi preso em flagrante por homicídio.

Comentários