Vereadores querem ouvir ex-assessor de Bernal sobre áudio que relaciona Coffee Break a conspiração

O vereador Paulo Siufi (PMDB) diz que “vai saber agora ‘quem é’ essa Mesa Diretora da Câmara” caso a Casa não investigue as denúncias feitas pelo ex-assessor do prefeito Alcides Bernal (PP), o jornalista Carlos Roberto Pereira.

Foto Silvuo ferreira
Foto Silvuo ferreira

Em gravação, o jornalista denunciou que Bernal, o chefe de gabinete do prefeito, Odimar Marcon, e o vereador Cazuza (PP) teriam participado de uma “armação” para desencadear a Operação Coffee Break.

Segundo gravação compartilhada pelo ex-assessor de Bernal, a ação promovida pelo Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco) – que investiga a suposta compra de votos de vereadores para a cassação de Bernal em 2014 – só foi desencadeada através da utilização, não-autorizada, de uma procuração assinada por Carlos Roberto Pereira, para protocolar a denúncia junto ao MPE.

Siufi ainda anunciou que “o jornalista [Carlos Roberto Pereira] comparecerá na próxima terça-feira à Casa, para apresentar a documentação que comprova suas denúncias”.

O vereador do PMDB ainda negou que tenha acreditado que o vereador Cazuza não sabia de nada. A declaração de Cazuza, aliado de Bernal, havia sido feita minutos antes: “Siufi acredita em mim e não há o que declarar a respeito. Cabe a ele, se quiser, provar as suas alegações”, alegou o vereador do PP.

A resposta do peemedebista veio imediatamente: “Eu não disse que acredito nele. Eu disse que ‘não quero crer que ele soubesse dessa ‘armação’ [denunciada pelo ex-assessor de Bernal], mas isso tem que ser investigado por esta Casa e ele [Cazuza] tem que responder essas denúncias. Eu não faço acordo!”, declarou irritado.

Silvio Ferreira

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