Vereadores que defendem redução dos salários receberam 72,96% das diárias pagas pela Câmara

Os três vereadores – Edivaldo dos Santos, Sérgio Bolzan e Cledinaldo Cotócio – que manifestaram intenção de apresentar projeto reduzindo a um salário mínimo (R$ 788,00) o salário dos vereadores, responderam por 72,96% dos gastos com diárias da Câmara Municipal no primeiro semestre de 2015.

Sérgio Bolzan, Edivaldo dos Santos e Cledinaldo Cotócio, manifestaram intenção de apresentar projeto reduzindo a um salário mínimo o ganho dos vereadoresFoto: Marcos Tomé/Região News
Sérgio Bolzan, Edivaldo dos Santos e Cledinaldo Cotócio, manifestaram intenção de apresentar projeto reduzindo a um salário mínimo o ganho dos vereadore sFoto: Marcos Tomé/Região News

Dos R$ 45.490,86 que o Legislativo dispendeu para custear viagens neste ano, os três gastaram R$ 33.191,92, com Cledinaldo recebendo quase metade deste valor, R$ 15.719,44. Só esta última viagem dos três parlamentares, que estiveram num congresso de vereadores em Belo Horizonte, custou aos cofres públicos R$ 14.488,32, cada um recebendo R$ 4.829,44, o equivalente a três diárias e meias.

Ou seja, em menos de quatro dias, gastaram praticamente seis meses mais que o salário que pretendem fixar para a legislatura que começa em 2017: um salário mínimo, que hoje corresponde a R$ 788,00.

Antes desta ida a Belo Horizonte, Cledinaldo, que lidera o ranking dos gastos com diárias, esteve no mês de maio na capital paranaense (Curitiba), recebendo R$ 4.764,49, para participar de um curso de capacitação para vereadores: foi a Campo Grande (R$ 680,64 de diárias) e em companhia do seu colega Vadinho esteve em Lucas do Rio Verde, onde foi conhecer o aterro sanitário daquela cidade mato-grossense.

Edivaldo gastou R$ 11.304,80, em viagens a Minas Gerais e Mato Grosso, além de três incursões à capital sul-mato-grossense. Numa destas idas, dia 18 de maio, gastou R$ 340,32 para se reunir com o diretor da Agraer, que como si sabe é o ex-prefeito de Sidrolândia, Enelvo Felini.

Sérgio Bolzan, antes de participar do congresso na capital mineira, foi a Brasília (R$ 1.388,24 de diária) onde visitou alguns integrantes da bancada federal de Mato Grosso do Sul no Congresso. O projeto coletivo dos três vereadores, além de reduzir de pouco mais de R$ 6 mil o salário dos vereadores, prevê o corte de 7 para 4% da receita líquida, o valor do duodécimo da Câmara, além de reduzir de 13 para o número de integrantes do Legislativo.

A partir da próxima legislatura a cidade poderia passar a contar com 15 vereadores, já que Sidrolândia vai superar 50 mil habitantes. Esta manobra do trio caiu como uma “bomba” no meio político.

O 1º Secretário da Câmara, Nélio Paim Filho (PR) taxou a idéia do projeto de populismo. Em sua avaliação, caso isto ocorra, a Câmara ficará de joelhos frente ao Poder Executivo.

Com Informações Região News

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