Vereadores da Capital na AL-MS: um é garantido e outro se for “vai pensar”

Paulo Siufi e Herculano Borges
Paulo Siufi e Herculano Borges

O processo eleitoral nos municípios, com a eleição de atuais deputados para administrar prefeituras, irá altera a composição da AL-MS (Assembleia Legislativa de MS). Haviam quatro candidatos, dois retornam, um foi eleito no primeiro turno e outro ainda aguarda o segundo turno. O processo de troca, beneficiaria mais, dois atuais vereadores de Campo Grande, que seriam como suplentes a deputado, alçados a titular nas vagas de qualquer que fosse os candidatos eleitos a prefeito. Assim, os parlamentares da Capital, Herculano Borges (SD) e Paulo Siufi (PMDB) teriam grande chance de se tornarem ‘estadual’.

Borges, que nem disputou a eleição neste ano, já esperando a vaga, garantiu sua ida a AL, na coligação com PSDB no pleito de 2014, com a eleição do tucano Ângelo Guerreiro a chefia do Executivo de Três Lagoas. Já o peemedebista ainda tem chance, se Marquinhos Trad vencer na Capital. Contudo, Siufi diz que ainda irá avaliar bem e ‘irá pensar’ se troca a Câmara pela Assembleia. Ele pensa em sua recente e apertada reeleição ocorrida neste domingo (2) e quer, em seu quarto mandato, mostrar continuidade de seu trabalho por Campo Grande e não seguir exatamente o caminho de todos os políticos, apesar de há dois anos, no meio do atual mandato, ter disputado a eleição.

Atualmente, em primeiro mandato, Herculano Borges (SD), já esperava ir assumir a vaga de Guerreiro (PSDB), que ocorrerá em janeiro de 2017, na Assembleia, com posse no cargo. Ele teve 16.813 votos, ficando na primeira suplência, pela então coligação PSDB-DEM-PSD-SD-PPS e PMN. O deputado titular tucano teve 29.934 votos, e após dois anos venceu a eleição para prefeito de Três Lagoas, a 338 km de Campo Grande. “Estávamos confiantes (na vitória de Ângelo Guerreiro). Ele desenvolve um bom trabalho no município, estávamos acompanhando  e vendo que ele tinha grande chance de se tornar prefeito de seu município e confiamos nisso”, analisa o vereador.

Deputado Guerreiro que deixará vaga para Herculano
Deputado Guerreiro que deixará vaga para Herculano

O vereador, que é um ‘novo’ político, ligado a religiosidade, tendo base ou sido eleito com maioria dos votos de fieis de igreja, promete “seguir mesma linha, em defender a família, a educação e esporte”. Também quer apoiar o terceiro setor, que, segundo ele, “atua onde o poder público não consegue chegar”.

Ser ou não deputado

Já o vereador Paulo Siufi (PMDB) ainda terá que esperar o segundo turno na Capital, entre o deputado titular Marquinhos Trad (hoje, PSD), contra Rose Modesto (PSDB), para realmente ver se assumirá uma vaga na AL-MS. Se vencer, Trad, que recebeu 47.015 votos pelo PMDB, para deputado cederá a vaga a Siufi que obteve 13.027 votos em 2014, ficando como segundo suplente do PMDB, em 2014. Se fosse contabilizar para assumir o mandato no próximo ano, a vaga era da primeira suplente Delia Razuk, que recebeu 19.938 votos. Ela também saiu do partido e hoje está no PR, por onde também foi eleita no último domingo, prefeita de Dourados, segundo maior município de MS.

siufi-falaAssim, Siufi é o dono da possível vaga, que ficaria ou voltaria para o PMDB. Contudo, ele apontou nesta terça-feira (4) ao Página Brazil, ao fazer um balanço do processo eleitoral, que irá avaliar muito sua ida para o Parlamento Estadual. O peemedebista ponderou a atual realidade política do País e em especial da Capital, lembrando o ‘recado das urnas’.

“Estou ainda absorvendo a vitória, que foi árdua, sofrida, como admito e vocês -imprensa- fazem questão de falar. Mas, estou dentro, tive a chancela do voto das pessoas do bem, que acreditam no nosso trabalho e pelo o que lutamos pela cidade. O discurso lá fora é fácil, vamos ver aqui dentro para este tantos que iniciaram o trabalho. Espero que vejam, eu estou vendo e levarei em consideração o recado do povo, apesar da política ser mesmo cíclica, o Poder vai se movendo, muda e vamos ver como fica, agrada”, avaliou Siufi.

Quanto a ser futuro deputado estadual por dois anos, que se completa para o atual mandato na AL-MS, ele frisou que “se acontecer”, que até não acredita muito, irá avaliar se realmente ‘vale a pena’. “Vou avaliar a ida para a Assembleia ou ficar aqui nos próximos´quatro anos, pois acabei de buscar minha reeleição para cá e consegui. Penso em mostrar para Campo Grande, que quero fazer a política do coletivo para o município. Quero assim ou levando para avaliar, que penso na Capital, em seu bem comum, como é ou deveria ser o bem comum, do significado da Polis-Política”, apontou Siufi.

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