Vereador questiona: “Se prefeitura diz ter recursos por que cidade está parada?”

Com a propriedade de quem atua na função de vice-presidente da Comissão Permanente de Orçamento da Câmara Municipal e acumulou ainda a relatoria da Lei de Diretrizes Orçamentárias (LDO) da Capital para 2016, o vereador Eduardo Romero (Rede Sustentabilidade), questionou a paralisia da administração municipal que, nessa quarta-feira(24) apresentou sua prestação de contas durante audiência pública: “Como a prefeitura pode alegar ter dinheiro em caixa, se as demandas do município não são atendidas?”

Romero lembrou que a prefeitura afirma ter recursos em caixa Foto Silvio Ferreira
Romero lembrou que a prefeitura afirma ter recursos em caixa Foto Silvio Ferreira

O vereador lembrou que “a prefeitura afirma ter recursos em caixa relativos ao Fundersul (Fundo de Desenvolvimento do Sistema Rodoviário do Estado do Mato Grosso do Sul), mas as estradas vicinais usadas pelos produtores rurais para o escoamento da produção estão intransitáveis. A prefeitura afirma ter recursos da Cosip (Contribuição para o Serviço de Iluminação Pública), mas a cidade está às escuras”, lamentou.

O vereador ainda foi prático ao comentar o fim do prazo da decisão da Justiça que afastou Gilmar Olarte (PP) da prefeitura de Campo Grande. Questionado sobre a instabilidade jurídica que a falta de uma decisão definitiva da Justiça – sobre quem terminará o mandato à frente do Executivo em Campo Grande – traz, Romero considerou: “Convém frisar que essa decisão cabe unicamente à Justiça. A decisão está nas mãos do Tribunal de Justiça de Mato Grosso do Sul”.

Diplomático, o vereador não se arriscou a dar sua opinião sobre o que deve acontecer na prefeitura de Campo Grande. Ou seja: como se diz popularmente, a “batata quente” que traz tanta indefinição, instabilidade política e até insegurança jurídica para a Capital de Mato Grosso do Sul, está nas mãos da Justiça.

Silvio Ferreira

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