Vereador propõe “Justiça Restaurativa” para resolver conflitos na escola

Da Redação/JN

Vereadores, educadores e representantes da Justiça se reuniram nesta segunda-feira (3) para discutir a prática da Justiça Restaurativa nas escolas de Campo Grande. A técnica, que prioriza o diálogo na resolução de conflitos, surgiu na Nova Zelândia e hoje já tem ajudado professores e alunos a estabelecer a cultura da paz em escolas do Brasil.

Vereador André Salineiro, apresentou projeto de lei para implantar as técnicas da Justiça Restaurativa

O vereador André Salineiro, que apresentou projeto de lei para implantar as técnicas da Justiça Restaurativa nas escolas da rede municipal, explicou os benefícios da proposta. “É uma forma de resolver conflitos por meio do diálogo. Se não houver a Justiça Restaurativa, estaremos apenas punindo o estudante e aí ele fica com aquele estigma de um delinquente, de um mau aluno”, comentou o vereador, que preside a Comissão Permanente de Legislação Participativa.

A prática ocorre a partir de um mediador, que faz o encontro entre vítima e ofensor. Aquele que causou a ofensa é incentivado a reparar os danos cometidos. Segundo Salineiro, o objetivo da audiência foi divulgar a Justiça Restaurativa, pois muitos não conhecem a técnica. Fala-se hoje muito sobre a justiça punitiva, no entanto a punição é importante em determinados casos, mas também é necessário restaurar o ambiente marcado por um conflito, na avaliação do parlamentar.

Também participaram da audiência a juíza Katy Braun, titular da Coordenadoria da Infância e Juventude do Tribunal de Justiça (CIJ/TJ-MS) e a coordenadora do Programa Justiça Restaurativa na Escola, a advogada Márcia Regina.

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