Vereador é cassado por compra de votos

Suplente já assumiu lugar durante sessão de ontem

O vereador mais votado nas eleições municipais de 2016 em Ladário, Eurípedes Zaurizio de Jesus (PTB), teve o mandato cassado pela Justiça Eleitoral por compra de votos. O presidente do Legislativo daquela cidade, Daniel Benzi (MDB) foi notificado na última sexta-feira (22) da decisão. O juiz eleitoral, Maurício Cleber Miglioranzi Santos, determinou que o presidente declarasse a extinção e perda do mandato do parlamentar e deu prazo de cinco dias para que as providências fossem tomadas.

Eurípedes Zaurizio foi o mais votado nas eleições de 2016

Em seguida, o presidente da Casa de Leis baixou resolução comunicando o plenário sobre a perda dos direitos políticos e do mandato de Eurípedes e já convocou o suplente do vereador, Rodolfo Bonifácio da Costa Ramos (PTB). O suplente assumiu o cargo do vereador cassado na última segunda-feira (25), durante sessão que ocorreu no Legislativo.

Suplente Rodolfo foi convocado e empossado na segunda-feira

Em janeiro de 2017, Eurípedes Zaurizio, foi preso pela Polícia Federal que realizou investigações que apontaram que ele comandava um esquema de agiotagem que explorava pessoas de baixa renda, em clara vulnerabilidade econômica e social e muitos deles eram beneficiários do programa Bolsa Família.

A Operação Anatocismus foi deflagrada no dia 24 de janeiro daquele ano, pela PF de Corumbá. Mas, a apuração começou logo após a eleição de 02 de outubro de 2016, com o foco de reprimir crimes durante eleições, os agentes federais encontraram na casa do vereador, então candidato, listas com nomes de diversas pessoas que, supostamente seriam beneficiários e também contas de luz e água em nome de terceiros. As investigações duraram três meses e apontaram ainda omissões e lançamentos de informações falsas na prestação de contas do então candidato à Câmara Municipal de Ladário.

Mais sete podem ser cassados

Na Câmara de Vereadores de Ladário estão em andamento três Comissões Processantes que podem cassar os mandatos do prefeito afastado Carlos Ruso (PSDB) e de mais sete vereadores, presos na Operação Terra Branca I, deflagrada em 26 de novembro de 2018. Duas destas comissões avaliam a situação dos sete parlamentares. Todos são acusados de crimes de associação criminosa, corrupção ativa, corrupção passiva, no caso que ficou conhecido como “Mensalinho”, onde Ruso, segundo o Gaeco e Ministério Público Estadual, pagava quantias mensais aos acusados em troca de apoio político.

Os vereadores que permanecem presos em Campo Grande são: Vagner Gonçalves (PPS), Agnaldo dos Santos Silva Junior (PTB), André Franco Caffaro (PPS), Augusto de Campos (MDB), Paulo Rogério Feliciano Barbosa (PMN) e Osvalmir Nunes da Silva (PSDB). A vereadora Lilia Maria Villalva de Moraes (MDB), está em prisão domiciliar desde o mês passado.

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