Venda de jogadores impulsiona crescimento de receita do Corinthians

Gazeta Esportiva. com

Desmanche do elenco campeão brasileiro alavancou receita em 2016 (Foto: Djalma Vassão/Gazeta Press)

O desmanche ocorrido no elenco do Corinthians no ano de 2016 ao menos serviu para impulsionar a receita do clube. Em estudo sobre as finanças das equipes brasileiras divulgado pelo consultor de marketing Amir Somoggi, a transferência de atletas aparece como principal ponto de crescimento da renda alvinegra na última temporada.

Entre o início e fim de 2016, o Corinthians faturou um total de R$144,2 milhões com a venda de atletas, acertando a transferência de mais de uma dezena de jogadores no período. Com isso, é o líder absoluto do quesito em cenário nacional, estando bem à frente do São Paulo, segundo colocado com faturamento de R$111,2 milhões. Em comparação, o Timão recebeu R$ 52 milhões em transferências na temporada de 2015.

Este valor só não é maior porque parte dos jogadores vendidos tem apenas uma porcentagem ligada ao Corinthians. Alguns exemplos, no entanto, ajudaram a impulsionar este montante, como a dupla de zaga hexacampeã brasileira com o Timão em 2015. Com 100% dos direitos econômicos ligados ao Corinthians, Felipe rendeu R$ 31,5 milhões aos cofres alvinegros. Já Gil, que possuía 90% pertencentes ao clube do Parque São Jorge, acrescentou um valor equivalente a R$ 39 milhões.

Com a venda de atletas, o Corinthians alcançou um crescimento de 63% do faturamento total em relação ao ano de 2015, terminando 2016 na frente do rival Palmeiras com R$485,1 milhões de receita contra R$468,6 milhões do clube alviverde. A equipe com maior número total foi o Flamengo, arrecadando R$510,1 milhões.

Vale ressaltar que a tendência para o próximo balanço financeiro é de que o Corinthians tenha uma queda. Com o elenco renovado com a mescla de jogadores experientes e jovens promessas, o Alvinegro não deve conseguir arrecadar o mesmo montante na venda de jogadores, mesmo que tenha atletas com alto valor de mercado no elenco. Além disso, as mudanças nas regras de contratações do futebol chinês também esfriaram os altos valores pagos nas últimas janelas de transferências.

Mesmo com boa média de público, renda da Arena é convertida para pagar parcelas do estádio (Foto: Fernando Dantas/Gazeta Press)

O Alvinegro também teve o maior crescimento entre os clubes brasileiros em números totais de receita, aumentando R$187 milhões em relação a 2015.

O Corinthians, porém, não foi o único a ter crescimento de 2015 para 2016. Com o aumento dos valores cedidos nas cotas de transmissões televisivas por conta da grande competitividade, a maioria dos clubes brasileiros obtiveram crescimento no período, resultando em um total de 76% de aumento de arrecadação deste meio. Sozinho, o Timão teve aumento de R$108 milhões nas cifras cedidas pelas emissoras de TV.

Outro ponto positivo para o Corinthians em relação ao balanço anterior foi uma diminuição de 6% de suas dívidas totais, visto que alguns clubes tiveram um crescimento comparado a 2015.

Este valor, porém, é totalmente diferente se observado no período entre 2011 e 2016, quando o clube teve um aumento de 139%. Por isso, ainda há a necessidade de uma grande evolução.

Vale lembrar que, por conta do modelo de construção de seu estádio, a Arena Corinthians, o clube alvinegro não fatura com a venda de ingressos, tendo nas bilheterias um fator a menos para arrecadação de receita. Todo o valor dos bilhetes comercializados nos jogos realizados na casa corintiana vão para o fundo criado para administrar a quitação das parcelas do estádio.

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