Vazamento racha Justiça e Gaeco e atrasa Coffee Break em 20 dias

O vazamento dos pedidos de prisão e afastamento de 17 dos 29 vereadores rachou os responsáveis pela Operação Coffee Break no Poder Judiciário e no MPE (Ministério Público Estadual). Irritado com o divulgação da ação, o desembargador Luiz Cláudio Bonassini usou uma equipe própria do TJMS (Tribunal de Justiça de Mato Grosso do Sul) para cumprir os mandados de prisão e ignorou o Gaeco (Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado).

O coordenador do Gaeco, Marcos Alex Vera, disse que o órgão deve investigar os servidores que possam ter vazado as informações e que eles serão punidos
O coordenador do Gaeco, Marcos Alex Vera, disse que o órgão deve investigar os servidores que possam ter vazado as informações e que eles serão punidos

O desembargador ainda negou o sigilo das investigações pedido pelo Gaeco e afirmou na decisão que “houve, portanto, vazamento, e pelo que tudo indica, através do próprio Ministério Público”.

“Não se justifica o pedido de trâmite em segredo de justiça, posto que os fatos foram levados ao conhecimento público inclusive antes do meu, pois antes mesmo de ter aberto o envelope lacrado, contendo o presente pedido, já era apresentada uma petição rogando pelo seu indeferimento”, relatou.

“As prisões foram pedidas há mais de 15 dias e, na última sexta-feira, mesmo antes da decisão, as defesas dos acusados estavam levantando documentos para comprovar inocência”, destacou o desembargador

Outra justificativa é de que a investigação trata da conduta de agentes públicos, ou seja, as informações são de interesse de toda a população e que a divulgação dos atos não atrapalha as investigações de nenhuma forma.

GAECO

O coordenador do Gaeco, Marcos Alex Vera, disse que o órgão deve investigar os servidores que possam ter vazado as informações e que eles serão punidos. Ele chegou a admitir que se as informações não tivessem vazado, Amorim e Olarte já poderiam estar presos.

“O Ministério Público Estadual tem que abrir investigação para saber quem teve acesso e repassou as informações. Tem que ser punido. Por conta do vazamento, tivemos que mudar todo o planejamento da investigação, gerou atraso de 20 dias”, afirma.

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