Vander Loubet é indiciado na Lava Jato por corrupção e lavagem de dinheiro

A Polícia Federal indiciou o ex-líder do PT e do governo na Câmara dos Deputados durante o governo Lula e o primeiro mandato de Dilma Cândido Vaccarezza e os deputados Vander Loubet (PT-MS) e Nelson Meurer (PP-PR) na Operação Lava Jato, por recebimento de propina oriunda de contratos da Petrobrás. O inquérito aponta indícios de corrupção passiva dos três políticos.

Vander foi indiciado por crimes de corrupção passiva e ativa, além de lavagem de dinheiro
Vander foi indiciado por crimes de corrupção passiva e ativa, além de lavagem de dinheiro

Segundo o documento, “as investigações referentes ao inquérito 3997 concluíram que um deputado federal [Vander] recebeu vantagens indevidas travestidas de doações eleitorais, o que aponta para ocorrência dos crimes de corrupção passiva e ativa, além de lavagem de dinheiro.”

O inquérito da PF concluiu, com base em provas documentais e testemunhais, que houve corrupção passiva e lavagem de dinheiro pelo deputado Vander Loubet. Segundo a PF, em razão do cargo de deputado federal, o parlamentar teria recebido R$ 1 milhão de Youssef a mando de Pedro Paulo Leoni Ramos, secretário de Assuntos Estratégicos no governo de Fernando Collor (1990-1992).

Segundo a PF, uma parte dos valores teria sido entregue em Campo Grande (MS) e outra parte teria sido depositada em contas de terceiras pessoas, que teriam dado suporte a Vander Loubet em sua campanha eleitoral de 2010.

CASO

O parlamentar teria recebido dinheiro de propina paga pelas empreiteiras repassado pelo doleiro Alberto Youssef, um dos principais articuladores do esquema, conforme o próprio Youssef afirmou em depoimento.

Na época da abertura da investigação, o deputado afirmou estar surpreso e ser inocente.

PRÓXIMOS PASSOS

De acordo com o Código de Processo Penal, após os cumprimento das diligências, a PGR, responsável pela investigação, decidirá se há elementos para a formalização do pedido para abertura de uma ação penal no Supremo.

No STF, caberá ao ministro Teori Zavascki julgar eventual pedido da PGR, que será julgado pela Segunda Turma da Corte, que poderá abrir a ação penal ou arquivar a denúncia.

Se a denúncia for aceita, testemunhas de defesa serão chamadas para se manifestar no processo. Após esta fase, os acusados serão chamados a apresentar defesa prévia e serão julgados pelos ministros. Se forem condenados, não haverá cumprimento imediato da pena, pois caberá recursos. Em caso de absolvição, a PGR poderá recorrer da decisão.

Não há definição para o julgamento do inquérito e de uma eventual ação penal.

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