Valorização de administrativos das escolas públicas será debatida na AL-MS

Lúcio Borges

A AL-MS (Assembleia Legislativa de MS) receberá nesta terça-feira (3), uma a audiência pública que debaterá a ‘Valorização do trabalhadores administrativos das escolas públicas’ no estado. O debate foi proposto pela Fetems (Federação dos Trabalhadores em Educação de Mato Grosso do Sul), que assumido, será feito em parceria com o deputado estadual Amarildo Cruz (PT), proponente do tema na Casa de Lei. O nome a ser realizado pela audiência pública é “Por uma Carreira que Valorize os/as Administrativos da Escola Pública”.

Os administrativos em educação do Estado recebem um salário de R$ 828,93 , mais um abono de R$ 200,00. Sem esse abono, que serve de complemento salarial, o piso desses servidores não alcança nem mesmo o salário mínimo, atualizado em R$ 954,00.

Assim,  os organizadores do debate e os servidores esperam com essa audiência, sensibilizar o Governo do Estado para que cumpra o compromisso que fez com a categoria de apresentar uma proposta em relação a incorporação do abono, tornado-o parte do piso e a reestruturação da carreira dos profissionais.

O presidente da Fetems, Jaime Teixeira, é enfático em dizer que os trabalhadores não aceitam mais receber apenas o abono. “Não aceitamos apenas a prorrogação do abono, nós queremos  que esse abono se transforme em Piso para os trabalhadores/as Administrativos em Educação”.

Para o deputado Amarildo Cruz a reivindicação dos servidores é legítima, pois a atual condição demonstra total falta de valorização dos trabalhadores por parte do Poder Público, além de afrontar a legislação. “Essa é uma bandeira de luta histórica dos administrativos, que têm total apoio dos professores e demais servidores da educação, pois boa parte da categoria não recebe nem mesmo o salário mínimo, garantido pela Constituição Federal. O abono pago não faz parte do piso salarial, o que causa insegurança financeira a centena de trabalhadores”, comentou.

Serviço

A audiência pública é aberta a toda a população e está marcada para as 14 horas, na Assembleia Legislativa de Mato Grosso do Sul.

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