Vagas nos principais números do São Paulo evidenciam ano de reconstrução

Ao longo de suas oito décadas de história, o São Paulo teve grandes atletas como referências para os principais números de suas camisas. É inevitável se lembrar, por exemplo, do orgulho de Lugano e Pintado ao carregarem o 5 nas costas. O mesmo vale para Cicinho com a 2, Toninho Cerezo e Josué com a 8, Luis Fabiano, Careca e França com a 9, Cafu e Canhoteiro com a 11 e, mais recentemente, Rogério Ceni com a 1 – ou “01”, como o goleiro eternizou. Para 2016, porém, estes seis números estarão vagos.

O elenco tricolor vai disputar a Libertadores sem grandes referências (Foto: Gazeta Esportiva)
O elenco tricolor vai disputar a Libertadores sem grandes referências (Foto: Gazeta Esportiva)

A situação evidencia ainda mais o ano de reconstrução que aguarda o Tricolor do Morumbi. Como a diretoria aguarda as análises e indicações do técnico Edgardo Bauza para iniciar a busca por reforços, as camisas devem seguir sem donos até janeiro – vale lembrar que a pré-temporada já se inicia no dia 6.

Tudo isso em meio à disputa da pré-Libertadores, na qual o São Paulo jogará duas vezes contra os peruanos do Cesar Vallejo logo no início de fevereiro. Na ocasião de seus três títulos mundiais e da América, em 1992, 1993 e 2005, o clube teve referências decisivas usando os números mencionados.

A Copa Libertadores exige o uso de numeração de 1 a 30 para os atletas inscritos em todas as etapas do torneio. Titular em parte de 2015 com a lesão de Rogério Ceni, Denis é o principal postulante para a primeira camisa, parecendo levar vantagem sobre Renan Ribeiro também pelo tempo de clube.

Além do uniforme destinado ao goleiro, o 9 é dos mais emblemáticos. Utilizado por grandes ídolos e goleadores do São Paulo – mais recentemente, o artilheiro Luis Fabiano –, o número começará 2016 sem dono. Principal nome do ataque atualmente, Alan Kardec já insinuou que não pretende abrir mão da camisa 14.

“Alguns companheiros já vieram conversar sobre isso comigo e torcedores também me perguntam. Mas eu não quero a camisa 9, eu prefiro a 14. É um número que eu gosto, me identifico. A camisa 9 foi muito bem representada pelo Luis Fabiano, e agora vou procurar seguir o meu próprio caminho”, manifestou o jogador.

Um eventual retorno de Lugano pode solucionar a lacuna relacionada ao número 5, mas o sistema defensivo ainda ficaria carente de uma referência para o uniforme 2 – camisa normalmente atribuída a laterais direitos, mas o titular Bruno veste a 22. Se confirmada, a volta de Luis Ricardo deve resolver o problema.

O meio-campo tem mais opções para o tradicional número 8: agora com 80% dos direitos econômicos ligados ao clube, Thiago Mendes é uma delas. No entanto, jogadores como Hudson, Wesley, Daniel e até o volante Wellington (que retorna de empréstimo de um ano no Internacional) também podem assumir o manto.

Com a confiança do compatriota Bauza, o argentino Centurión pode dar a volta por cima em 2016 e trocar a camisa 20 pela 11, deixada para trás por Alexandre Pato. Para tanto, pode ter que superar o também estrangeiro Wilder Guisao, o pernambucano Rogério, e o prata da casa Ademilson, que volta de empréstimo do Yokohama Marinos.

 

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