USP cai 11 posições em ranking mundial das melhores universidades

16USPPelo segundo ano consecutivo, a Universidade de São Paulo (USP) caiu de posição no QS World University Ranking. A lista foi divulgada na noite de segunda-feira (14), e traz o Instituto de Tecnologia de Massachussets (MIT, na sigla em inglês), dos Estados Unidos, na primeira colocação.

Entre as 200 melhores universidades do mundo, há duas brasileiras: a USP, na 143ª posição, e a Universidade Estadual de Campinas (Unicamp), no 195º lugar. É a primeira vez que a Unicamp fica na lista das 200 primeiras colocadas.

Apesar da queda, a USP continua sendo a instituição brasileira mais bem avaliada, mas deixou de ser a melhor – e única – instituição do continente a figurar entre as 150 melhores universidades do mundo. Neste ano, a melhor universidade latino-americana é a Universidade de Buenos Aires (UBA), que ficou na 124ª colocação.

Há dois anos a USP se distancia de sua melhor posição, a 127ª colocação, alcançada na edição de 2013 do ranking, que avalia 800 instituições de todo o mundo.

Segundo o reitor da instituição, Marco Antonio Zago, “apesar de oscilações anuais, que são comuns com as abordagens semiquantitativas dos rankings, os bons resultados vêm se repetindo nas diferentes e independentes classificações”.

Ele afirmou, em nota, que “a USP é a mais importante instituição pública de ensino e pesquisa no mundo ibero-americano e sempre está entre as 250 melhores do mundo, ou seja, dentro da faixa de 1,5% das melhores instituições globais”.

Evolução da Unicamp
Já a Unicamp tem subido de posição ano a ano. Em 2013, ela estava na 215ª colocação. No ano seguinte, subiu para a 206ª posição.

Em nota, Alvaro Crósta, coordenador geral da Unicamp, afirmou que o retorno da instituição ao top 200 é “muito positivo”, porque “é fruto do esforço que vem sendo feito para intensificar e qualificar ainda mais” as ações da universidade.

“Contribui também o fato de que a Unicamp vem implementando ações importantes no sentido da internacionalização de suas atividades. Portanto, em que pese a natural alteração de um ano para outro de posições comum nos rankings acadêmicos, a ascensão expressiva de posições em um dos mais importantes rankings internacionais é recebida pela comunidade acadêmica como um importante reconhecimento externo desse esforço”, disse Crósta.

Neste ano, o MIT ficou com o topo da lista, seguido da também americana Universidade Harvard, que saltou da 4ª para a segunda posição. A Universidade de Cambridge, no Reino Unido, ficou com o 3º lugar.

Veja o top 10 da edição 2015 do QS World University Ranking:
1º) Instituto de Tecnologia de Massachussets (MIT)
2º) Universidade Harvard
3º) Universidade de Cambridge
4º) Universidade Stanford
5º) Instituto de Tecnologia da Califórnia (Caltech)
6º) Universidade Oxford
7º) Universidade College de Londres (UCL)
8º) Imperial College de Londres
9º) Instituto de Tecnologia de Zurique
10º) Universidade de Chicago

O Brasil segue sendo representado por 22 instituições brasileiras no top 800.

Lista das instituições brasileiras no ranking QS 2015:
143) Universidade de São Paulo (USP)
195) Universidade Estadual de Campinas (Unicamp)
323) Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ)
451-460) Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS)
481-490) Universidade Estadual Paulista Júlio de Mesquita Filho (Unesp)
491-500) Universidade de Brasília (UnB) e Universidade Federal de São Paulo (Unifesp)
501-550) Pontificia Universidade Católica de São Paulo (PUC-SP) e Pontifícia Universidade Católica do Rio de Janeiro (PUC-Rio)
551-600) Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG)
651-700) Universidade do Estado do Rio de Janeiro (Uerj) e Universidade Federal de São Carlos (UFSCar)
701-800) Pontificia Universidade Católica do Rio Grande do Sul (PUC-RS), Universidade Estadual de Londrina (UEL), Universidade Federal da Bahia (Ufba), Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC), Universidade Federal de Santa Maria (UFSM), Universidade Federal de Viçosa (UFV), Universidade Federal do Ceará (UFC), Universidade Federal do Paraná (UFPR), Universidade Federal do Pernambuco (UFPE) e Universidade Federal Fluminense (UFF)

G1

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