Universitário que matou segurança atropelado pega 9 anos, ,mas seguirá livre

Richard Gomide Lima, 25 anos, acusado de matar o segurança Davi Del Valle Antunes, em um acidente de trânsito no dia 30 de maio de 2012, em Campo Grande, foi condenado na tarde desta sexta-feira (6), na 2ª Vara do Tribunal do Júri da cidade, a 9 anos de prisão em regime fechado, pelo crime de homicídio com dolo eventual no trânsito, e ainda a 9 meses de detenção por fugir do local do acidente.

Acusado no banco dos réus na 2ª Vara do Tribunal do Júri de Campo Grande nesta sexta-feira (8) (Foto: Gabriela Pavão/ G1 MS)
Acusado no banco dos réus na 2ª Vara do Tribunal do Júri de Campo Grande nesta sexta-feira (8) (Foto: Gabriela Pavão/ G1 MS)

Lima era acusado de homicídio doloso no trânsito, omissão de socorro, fuga do local do acidente e homicídio qualificado com recurso que dificultou a defesa da vítima. Ele dirigia um carro de passeio e bateu na traseira da motocicleta pilotada por Davi, que aguardava o sinal verde, em semáforo da avenida Afonso Pena.

Reunido, o Conselho de Sentença, por maioria de votos declarados, condenou o acusado no homicídio e no delito de fuga do local do acidente, porém o absolveu no crime de omissão de socorro. Então, o juiz da 2ª Vara do Tribunal do Júri, Aluízio Pereira dos Santos, fixou em definitivo a pena de Lima.

Julgamento

No julgamento, o acusado demonstrou arrependimento em relação ao acidente que provocou a morte do segurança.”Só tenho a dizer que não queria estar aqui, não queria que nada disso tivesse acontecido. Quero seguir minha vida, me formar e cumprir também o que tenho que cumprir […] . Isso (acidente) é uma coisa que vou levar para o resto da vida, que todas as noites a gente dorme e acorda pensando nesse dia […] Muita gente sofreu por um erro meu, num momento falho. Me arrependo, profundamente, todos os dias da minha vida e vou me arrepender para sempre”, disse.

Durante o julgamento, o promotor de Justiça João Meneghini Girelli explicou que, para o Ministério Público Estadual (MPE), não foi um simples acidente de trânsito com resultado morte. O MPE defende homicídio com dolo eventual considerando seis fatores: álcool e direção; avançar sinal vermelho; velocidade incompatível; falando ao celular e em via de grande uso.——

Versão do réu

No júri, Richard contou que, antes do acidente, havia tomado uma taça de champanhe em um motel onde esteve com um amigo e uma garota de programa. Ao sair do local, ele deixou o amigo em casa. Quando aconteceu a colisão, ele seguia para a residência dele, mas, disse que errou o caminhão e não viu o semáforo. “Nunca esperei que isso ia acontecer”, resumiu.

Após a colisão, Richard fala que ficou “em choque”. “Falei pra minha namorada [pelo telefone]: acho que bati o carro. Liga para o Samu [Serviço de Atendimento Móvel de Urgência]. Perdi a noção de espaço e tempo”. Ele fala ainda que conversava ao celular. “Realmente fui imprudente ao falar no celular, negligenciei”.

O julgamento é presidido pelo juiz Aluízio Pereira dos Santos, na 2ª Vara do Tribunal do Júri. Acompanham a sessão familiares da vítima e do acusado. Familiares da vítima e do acusado acompanham.

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