União Europeia amplia para todo MS área apta a exportar carne in natura

A UE (União Europeia) ampliou para todo o Estado de Mato Grosso do Sul, a partir de 1º de julho, a área autorizada para exportar carne bovina in natura para os países do bloco econômico. A informação foi divulgada na manhã de ontem pelo Ministério da Agricultura e Abastecimento.

UE amplia área apta a exportar carne in natura (Foto: Divulgação )
UE amplia área apta a exportar carne in natura (Foto: Divulgação )

De acordo com o secretario de Produção e Agricultura Familiar, Fernando Mendes Lamas, isso foi possível por conta do cumprimento de compromissos assumidos em 2015 pelo Governo de Mato Grosso do Sul com o Mapa e pela parceria mantida com os produtores.

Entre as exigências do Ministério para encaminhamento do pleito junto a UE estavam a conclusão e manutenção do trabalho de identificação individual dos animais nos 13 municípios que compõem a região de fronteira, a continuidade das atividades de vigilância e a intensificação dos trabalhos nos postos de identificação fixos e móveis.

A principal delas, a identificação individual – que permite controlar a origem, o estoque, a vacinação e o trânsito dos animais – avançou a passos largos. Desde então, 11 dos 13 municípios já tiveram esse trabalho realizado, superando as expectativas e o prazo estabelecido para sua conclusão, que terminaria em setembro. As equipes hoje trabalham em Porto Murtinho. O ultimo município a ter o rebanho identificado será Bela Vista, fechando o trabalho com cerca de 700 mil animais identificados.

Detentor do quinto maior rebanho bovino do Brasil, com 20 milhões de cabeças, Mato Grosso do Sul deve ter, segundo o Secretário, um significativo incremento na sua economia com a liberação deste mercado, podendo ainda vislumbrar a liberação das exportações para o Chile, já que aquele País costuma acompanhar as decisões da UE.

Segundo Fernando – que recebeu a noticia enquanto participava, em São Paulo, de discussões sobre a produção de carne no Brasil – um mercado diversificado é menos sensível às adversidades da economia e uma decisão como está é extremamente favorável. “Tanto o poder publico quanto a iniciativa privada recebem com grande satisfação a noticia já que manter negócios com esse bloco agrega valor para o nosso produto e podem significar novas oportunidades de negócios para o Brasil”.

Para o secretario, a responsabilidade fica ainda maior com a abertura de mais esse mercado, principalmente no setor da sanidade. “Cada vez mais barreiras não tarifarias vão estar presente nas relações comercias entre os países. Para que elas não existam, especialmente quando o assunto é sanidade, nós temos que ter uma responsabilidade muito grande e que deve ser compartilhada entre Governo e classe produtora”.

A responsabilidade da Iagro (Agência Estadual de Defesa Sanitária Animal e Vegetal de Mato Grosso do Sul) também aumenta, segundo o diretor-presidente da Agência, Luciano Chiochetta.

Segundo ele, a excelência do trabalho da equipe da agencia e a credibilidade conquistada junto ao Ministério possibilitaram que a liberação fosse realizada sem vistoria prévia. “Temos a missão de manter a qualidade do trabalho e tudo que foi conquistado nesses dez anos desde os episódios com a febre aftosa naquela região e assim o faremos”, disse.

A área autorizada pela UE compreende os municípios de Corumbá e Ladário, bem como a região localizada a 15 quilômetros das fronteiras externas nos municípios de Porto Murtinho, Caracol, Bela Vista, Antônio João, Ponta Porã, Aral Moreira, Coronel Sapucaia, Paranhos, Sete Quedas, Japorã e Mundo Novo.

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