União: Centrais Sindicais farão ‘Dia do Trabalhador’ unificado contra Reforma da Previdência

Lúcio Borges

Ato da Central Única dos Trabalhadores (CUT) e movimentos populares no vale do Anhangabaú em 2015 — Foto: Fernando Zamora/Futura Press/Arquivo Estadão Conteúdo
Ato da Central Única dos Trabalhadores (CUT) e movimentos populares no vale do Anhangabaú em 2015 — Foto: Fernando Zamora/Futura Press/Arquivo Estadão Conteúdo

As Centrais Sindicais do Brasil, que tem dezenas, mas contempla ao menos cinco grandes entidades nacional de trabalhadores das mais variadas vertentes, voltarão a se unir em 2019, ao menos, neste Dia do Trabalhador, 1º de maio, contra um ‘inimigo’ comum, a Reforma da Previdência, que todas são unanimes em combater. Neste ano, pelo Brasil, como em Campo Grande, o ato unificado terá como lema “Em Defesa dos Direitos dos Trabalhadores e das Trabalhadoras – Contra o Fim da Aposentadoria por mais Empregos e Salários Decentes’. Ao menos as duas maiores entidades, a CUT (Central Única dos Trabalhadores) e Força Sindical, estão envolvidas entre si para realizar uma única manifestação, como na Capital que acontecerá, também como novidade, fora do centro, na chamada base, sendo realizada na grande região das Moreninhas.

Veja abaixo programações ante agora ao assunto é um só entre todas as representantes nacional, que a muito tempo foram se ‘separando’ ou formando novas frentes de diversas lutas e classes dos trabalhadores, que cresceram ou foram surgindo, necessitando de maiores espaços. A re-união marca também um reenlaçe ante “separações” ou disputas devido a crescimento de grupos políticos e partidos, na sua maioria de esquerda ou centro, mas também até outros de Direita, que as mesmas defendem ou até representam oficialmente.

Assim, lutas ou disputas a parte, CUT, Força Sindical, CGT (Central Geral dos Trabalhadores), CBT (Central Brasileira do Trabalho), UCT (União das Central de Trabalhadores), entre outras, estão buscando a unificação e força para barrar a Reforma da Previdência, que vem sendo proposta desde 2016, ante queda do governo dito socialista do PT e partidos de esquerda. O então presidente Michel Temer, até encaminhou uma proposta, que nem prosperou nenhum caminho no Congresso Nacional. Mas, em 2019, foi oficializada e esta caminhando no Parlamento, estando a ser votada, após  atual governo de extrema direita do presidente Jair Bolsonaro, encarar e apresentar um projeto de PEC (Proposta de Emenda Constitucional).

O maior teste de caminhada reunidas, vai ser dado nesta quarta-feira (1º), ante programação confirmada da Força Sindical e a CUT, que farão ‘festa’ e protestos conjuntas, em São Paulo. As duas em todo ano, anterior, disputavam a ‘maior visibilidade’ e festas, mas neste Dia do Trabalhador 2019, pela primeira vez se juntam na celebração do 1º de maio. O evento se concentrará no Vale do Anhangabaú, no Centro. Nos últimos anos, os atos da CUT aconteceram na Praça da República e os da Força, na Praça Campo de Bagatelle, na Zona Norte.

“A principal razão para que o evento seja realizado em unidade é a luta contra a reforma da Previdência proposta por Jair Bolsonaro (PSL) que, se aprovada, irá impedir os brasileiros de acessarem o direito à aposentadoria ao estabelecer regras difíceis de serem atingidas”, disse comunicado da Força.

Programação SP e Campo Grande-MS

A festa do Dia do Trabalhador acontece a partir das 10 horas na maior cidade brasileira, onde de acordo com a CUT, será uma imensa concentração com partipação de artistas confirmados, como Ludmilla, Leci Brandão, Marília Cecília e Rodolfo, Roberta Miranda, Felipe Araújo, Guilherme e Santiago, Yasmin Santos, Toninho Geraes, Dj Evelyn Cristina e Mistura Popular.

O acesso à festa é fácil: pelo Metrô (estação Anhangabaú e República da Linha 3-Vermelha) e por ônibus (o Terminal Bandeira fica bem perto do Anhangabaú).

Em Campo Grande a manifestação será feita na maior concentração habitacional da cidade e onde há muito meios de produção e do trabalho na cidade. O evento também terá apresentações culturais regional e manifesto de todas as forças de sindicatos e Centrais Sindicai na Capital.

O evento será na Rua Barreiras com Anaca na Moreninha 2, sendo elaborado pela FBP (Frente Brasil Popular), que agrega todas as Centrais Sindicais e Associações e Federações, com a maior de MS, a FETEMS (FEderação dos TRabalhadores na Educação de MS).

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