Um dia após Operação, João Amorim se entrega na sede da PF

O empresário João Amorim se entregou por volta de 10h30 desta sexta-feira, na sede da Superintendência da Polícia Federal em Campo Grande. Ele teve a prisão preventiva decretada ontem (7), durante a terceira fase da Operação Aviões de Lama, da Lama Asfáltica. O mandado de prisão permanecia em aberto desde então.

Empresário será encaminhado para exames medicos
Empresário será encaminhado para exames medicos

Ontem, a Polícia Federal chegou a informar que os agentes estiveram em três endereços informados pelo empresário na Capital, mas que em nem nenhum deles, o dono da Proteco foi encontrado. Ainda na quinta, informações extraoficiais apontavam que João Amorim poderia se apresentar a qualquer momento na sede da PF.

Já preso, Amorim seguiu em uma viatura da PF para fazer examesde corpo de delito, no Imol (Instituto de Medicina e Odontologia Legal). À tarde, deve ir para o Centro de Triagem, onde já esteve preso entre maio e junho deste ano.

No local, ficará na cela 17, junto com o ex-secretário de obras, Edson Giroto, e o empresário Flávio Scrocchio, presos na mesma operação, entre outros detentos.

Aviões de Lama

A Polícia Federal, Controladoria Geral da União e Receita Federal realizam a Operação Aviões de Lama nos Estados de Mato Grosso, Mato Grosso do Sul e São Paulo, com o objetivo de desmantelar grupo criminoso investigado que desviava recursos públicos de contratos de obras públicas, fraudes em licitações e recebimento de propinas que resultou em crimes de lavagem de dinheiro.

Cerca de 20 policiais cumpriram 2 mandados de prisão preventiva e 2 mandados de busca e apreensão de aeronaves nos municípios de Campo Grande, Cuiabá (MT), Rondonópolis e Tanabi (SP), todos expedidos pela 3ª Vara Federal de Campo Grande – Especializada em crimes de lavagem de dinheiro, ocultação de bens e valores e crimes contra o sistema financeiro nacional. Falta apenas cumprimento do mandado destinado ao empresário João Amorim.

O motivo do nome da operação é em razão do modo de se desfazer da aeronave, já que o grupo utilizou de recursos públicos desviados de contratos de obras públicas, fraudes em licitações, recebimento de propinas e crimes de lavagem de dinheiro.

O Ministério da Transparência fez a análise dos documentos apreendidos na Fazendas de Lama, a Receita Federal rastreou o dinheiro e, assim, o grupo chegou a dilapidação do patrimônio do grupo.

Delegada adjunta da Receita no Estado, Adalgisa Fujita esclareceu que até a segunda fase foram identificados desvios de R$ 10 milhões e, após a análise dos documentos, foram identificados R$ 20 milhões em créditos – bens e dinheiro em posse dos envolvidos que não condizem com as rendas das empresas e nem dos seus salários.

Como ainda não foram analisados todos os documentos, apreendidos em grandes quantidades e que estão na sede da Polícia Federal, é possível que novas operações surjam em decorrência. “Eles burlaram a ordem econômica, dilapidando os bens que eles têm para dificultar o rastreamento”, explicou o delegado Cleo Manzzotti.

Ao todo, são analisados R$ 2 bilhões em recursos destinados ao MS Forte, programa de obras da gestão de André Puccinelli (PMDB). Desses valores, já foram detectadas fraudes em R$ 44 milhões.

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