Uems levará caso de estudante que matou gata a Conselho de Ética

Por meio de nota, a Universidade Estadual de Mato Grosso do Sul (Uems), informou que levará o caso do estudante de medicina de 24 anos que matou com um tiro a gata “Vivi”, ao Conselho de Ética.

De acordo com a nota, mesmo que o crime não tenha acontecido dentro das dependências da instituição, o caso será levado ao Conselho de Ética da Universidade, juntamente com o departamento jurídico, que analisarão com base nas legislações internas da instituições.

Foto: Divulgação
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O caso

O crime ocorreu na madrugada de sábado (23), no bairro Monte Carlo, na Capital. O estudante de medicina estava com mais dois amigos em um veículo HB-20, quando atirou contra o animal que estava na rua com uma espingarda de pressão. A gata chegou a ser socorrida e passou por procedimento cirúrgico, mas não resistiu e morreu.

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O estudante foi identificado e confessou o crime na Delegacia Especializada de Repressão a Crimes Ambientais e Proteção ao Turista (Decat). Segundo ele, era para ser apenas uma “brincadeira”. O jovem prestou depoimento e foi liberado.

Pena

De acordo com o artigo 32 da Lei 9.605/98, a pena para quem pratica maus-tratos contra animais é de três meses a um ano de detenção, além de multa. A pena é aumentada de um sexto a um terço, se o animal morrer.

Confira na íntegra a nota publicada pela Uems:

Na última sexta-feira (22) um acontecimento lamentável comoveu muitas pessoas em Mato Grosso do Sul: segundo informações veiculadas pela imprensa e já de conhecimento público, uma gata foi morta após ser atingida por um tiro de espingarda de pressão.

O autor do disparo é aluno da Universidade Estadual de Mato Grosso do Sul e, embora o fato não tenha ocorrido nas dependências da Instituição, ou durante qualquer atividade acadêmica, a UEMS lamenta e repudia o episódio que envolveu um de seus estudantes.

O caso, que já tramita devidamente na justiça, também será analisado pelo Conselho de Ética da Universidade, juntamente com o departamento jurídico. Os setores responsáveis analisarão o caso com base nas legislações internas da instituição.

A Universidade também se coloca à inteira disposição da justiça para auxiliar, no que lhe couber, no esclarecimento deste ou de qualquer outro incidente que envolva um de seus alunos ou servidores.

Kerolyn Araújo

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