TV Brasil é a emissora que mais exibe filmes nacionais, diz Ancine

A TV Brasil veiculou 120 títulos nacionais em 2015, de acordo com o Informe de Acompanhamento do Mercado da TV Aberta, feito pela Ancine. Site: TV Brasil
A TV Brasil veiculou 120 títulos nacionais em 2015, de acordo com o Informe de Acompanhamento do Mercado da TV Aberta, feito pela Ancine. Site: TV Brasil

O monitoramento anual da grade de programação da TV aberta do país, feito pela Agência Nacional do Cinema (Ancine), mostra que em 2015 a TV Brasil foi a emissora que exibiu o maior número de longas-metragens nacionais, seguida da Rede Globo e da TV Cultura.

Ao todo, de acordo com o levantamento, a TV Brasil veiculou 120 títulos nacionais, enquanto a Globo reproduziu 87 e a TV Cultura, 55. O SBT não veiculou nenhum longa nacional durante todo o ano passado. Já Band e Record, respectivamente, veicularam um e três filmes brasileiros.

O Informe de Acompanhamento do Mercado da TV Aberta, divulgado ontem (17), verificou a veiculação de 2.082 longas-metragens na grade de programação da TV aberta em 2015. Desse total, foram 384 exibições de 262 obras brasileiras e 1.698 veiculações de filmes estrangeiras. O número corresponde a 18,4% e 81,6% de participação, respectivamente. O SBT veiculou 177 filmes estrangeiros. A CNT, a TV Gazeta e a Rede TV! não veicularam longas-metragens de qualquer origem durante o ano passado.

A pesquisa dividiu a programação das emissoras em cinco categorias: entretenimento, informação, educação, publicidade e outros.

Por outro lado, o monitoramento msotra que o conteúdo veiculado na TV aberta, como um todo, é de origem majoritariamente brasileiro, com 83,3% do total da programação. De 2014 a 2015, o levantamento registrou crescimento da ocupação da grade com programação nacional na TV Brasil (11%), além de ligeiro crescimento na CNT (2,1%), na Record (1,7%) e na Rede TV! (0,7%).

O Informe de Acompanhamento do Mercado de TV Aberta fez o monitoramento da programação das redes de televisão Band, CNT, Globo, Record, RedeTV!, SBT, TV Brasil, TV Cultura e TV Gazeta. Os dados compilados referem-se a conteúdos veiculados na cidade de São Paulo, onde está sediada a maior parte das emissoras que comandam a rede no país.

Educação

Em relação à veiculação de conteúdos educativos, a TV Brasil também se destaca na pesquisa. A categoria ocupa 10,8% na grade de programação. Em seguida aparece a TV Cultura, com 9,6%. As emissoras de TV aberta, no geral, destinaram apenas 2,8% da grade de programação para conteúdo educativo. Por outro lado, o entretenimento, como tradicionalmente a pesquisa mostra, ocupou o maior tempo da programação, com quase 50% de tudo que foi veiculado nas TVs abertas.

“No que tange especificamente à educação, categoria a que menos se atribuiu destinação de tempo na programação, observa-se que esteve totalmente ausente nas grades da Record e do SBT, e foi inferior a 1% a veiculação desse conteúdo na Band, na CNT e na Rede TV!. Apresenta-se no patamar de 1,5% a participação da categoria na TV Gazeta, e como 2,3% na veiculação do conteúdo na Globo”, informa a pesquisa.

A categorias outros – que inclui, especialmente, o conteúdo religioso (21,4%), informação (20,6%), e publicidade (5,9%) completam os segmentos de conteúdos exibidos da TV aberta.

Religião

O monitoramento feito pela Ancine mostra ainda que houve ampliação significativa da veiculação do conteúdo religioso na grade de programação da TV aberta. O conteúdo atingiu 21,1% da programação total. “Integrante da categoria outros e líder histórico de ocupação da grade, o gênero ultrapassa a marca de um quinto do tempo total de veiculação de programas pelas emissoras em 2015”, diz a pesquisa.

Logo após aparecem os telejornais, integrantes da categoria informação, com 14,6% de ocupação na grade de programação, seguidos das séries (11,6%), classificadas de entretenimento. Juntos, os gêneros religioso e telejornal ocupam 35,7% do tempo, ou seja, mais de um terço de ocupação da grade, entre 31 itens considerados na classificação da programação.

O levantamento mostra que houve “taxa de crescimento vertiginoso” de 89,85% da veiculação de conteúdo religioso na grade de programação da CNT.

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