UFMS tem novo reitor nomeado para assumir 4º orçamento de MS na próxima semana

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Professor Turine atualmente é diretor em Fundação do governo do Estado

O novo reitor da UFMS (Universidade Federal de Mato Grosso do Sul) foi nomeado nesta quarta-feira (26) pelo presidente da República, Michel Temer. O professor Marcelo Augusto Santo Turine, segundo colocado em votos totais na eleição que ocorreu em agosto, é ratificado reitor da UFMS, após sua nomeação ser publica hoje no Diário Oficial da União. Apesar de citarmos que ficou em segundo, Turine acabou na ponta da lista, sendo eleito graças aos votos dos docentes (professores), que representam 70% do peso eleitoral. À frente de uma das principais instituições de MS, Turine vai administrar o quarto maior orçamento do Estado, por quatro anos. Ele vai substituir a atual reitora, Célia Maria Silva Correa Oliveira.

Até 2020, Turine cuidará de um orçamento que pode chegar a R$ 706.304.805, de acordo com dados do Plano de Desenvolvimento Institucional. A projeção para 2016 é de orçamento de R$ 593.027.134, enquanto o governo o Estado é R$ 13 bilhões, Capital é de R$ 3,4 bilhões e Dourados R$ 850 milhões, de acordo com dados nos portais da transparência dos órgãos. A universidade tem 10 sedes espalhadas por MS, sendo a principal ou matriz em Campo Grande. As demais ficam em Aquidauana, Bonito, Chapadão do Sul, Coxim, Naviraí, Nova Andradina, Corumbá, Paranaíba, Ponta Porã e Três Lagoas. Há aproximadamente 20 mil alunos entre os cursos de graduação e pós-graduação. São 1,3 mil professores e 3,2 mil cargos técnicos administrativos. O salário do reitor atualmente é de R$ 25 mil.

De acordo com a assessoria da UFMS, a posse oficial será em Brasília e a data é determinada pelo MEC (Ministério da Educação). Mas, ainda não foi repassado agenda de quando acontecerá.  O mandato da atual gestora, Celia Maria, termina na primeira semana de novembro.

Turine exerce atualmente mandato de diretor presidente da Fundect (Fundação de Apoio ao Desenvolvimento do Ensino, Ciência e Tecnologia de MS). De acordo com a entidade, já está em tramitação o processo de exoneração dele do cargo. O departamento jurídico da Fundação aguarda apenas alguns detalhes, como, por exemplo, a definição pelo MEC da data de posse e de início de mandato na UFMS, para publicar no Diário Oficial do estado o seu desligamento da entidade estadual.

Processo de escolha sempre questionado

Turine e Marco Aurelio que disputaram a eleição
Turine e Marco Aurelio que disputaram a eleição

Os reitores das universidades públicas até passam pelo processo eleitoral da comunidade acadêmica. Contudo, o resultado final não é o natural, tendo que ser encaminhado uma lista tríplice a Presidência da Republica, que faz a escolha entre os nomes, mesmo que não seja o ‘eleito’ primeiro colocado. O processo vinha sendo respeitado desde a administração do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva. Lula e a ex-presidente Dilma Rousseff, apesar desta prerrogativa, anunciavam que levavam em consideração a eleição e democracia realizada, nomeando o vencedor. O presidente Michel Temer seguiu em MS, os encaminhamentos anteriores e nomeou Turine, primeiro da lista.

A comunidade acadêmica questiona o processo, já pediu por mudança, mas não conseguiu reformular a própria escolha, pois não há paridade entre o voto de docentes (professores), servidores e alunos. A classe dos educadores tem maior peso, mesmo que menos voto do que as outras duas categorias. Os votos dos docentes, representam 70% do peso eleitoral.

A desigualdade se vê nos números diretos, onde na eleição de 4 de agosto, foram 566 votos de professores para a chapa ‘Juntos Somos UFMS’, de Turine, contra 454 para a chapa ‘Mude UFMS’, representada pelo docente Marco Aurélio Stefanes. Entre servidores, a votação foi mais apertada, mas com Stefanes a frente com 696 votos para a chapa derrota, contra 679 para os vencedores. A vitória do grupo de Marco Aurélio Stefanes foi maior entre os alunos, com 2.213 votos contra 2.172 para Turine.

A chapa “Juntos Somos UFMS” venceu a eleição para a nova administração da UFMS. Apesar de ter menos votos que a concorrente “Mude UFMS”, entre dois grupos, o peso do voto dos docentes fez com o grupo encabeçado por Marcelo Turine vencesse o pleito. Os votos de professores representa 70% do peso eleitoral, enquanto que servidores técnicos e alunos têm apenas 15%, cada. Assim, é necessário uma votação muito expressiva entre os estudantes e servidores para conseguir neutralizar os votos conquistados entre docentes.

No momento de colocar o peso de cada categoria de voto em prática, a diferença obtida pela Juntos Somos UFMS foi 0,05 superior – 0,3020348331 contra 0,3578326641.

Após o processo, como já mencionamos tem de ser enviado uma lista tríplice. Como havia, somente dois candidatos, o Colégio Eleitoral ainda tem ou teve que indicar outro membro. Os três nomes são encaminhados para apreciação da Presidência da República, que define quem será o novo reitor da UFMS.

 

 

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