Tucanos esperam reforma política para deflagrar campanha na Capital

As principais lideranças políticas do PSDB em Mato Grosso do Sul estão evitando declarações que porventura possam comprometer o grupo em ano pré-eleitoral.

Eles preferam não fazer nehuma previsão até que o Congresso Nacional conclua a votação da reforma política.

Reinaldo conversa com Onevan de Matos
Reinaldo conversa com Onevan de Matos

A estratégia foi revelada pelo governador Reinaldo Azambuja, principal expoente do partido no Estado, ao dizer em entrevista à imprensa da Capital que é prematuro discutir a sucessão agora no momento em que as duas casas legislativas ainda discutem as regras eleitorais a ser adotada no País.

O governador acha prematuro discutir esse tema agora, e prevê que o assunto deva entrar na agenda do PSDB a partir do segundo semestre do ano que vem, após a definição da votação dos principais pontos da reforma política.

Ocorre que a principal decisão tomada pela Câmara dos Deputados até agora foi o fim da reeleição para cargos executivos. Porém, muitos outros temas relevantes estão em jogo.

As votações não terminaram e serão retomadas em meados de junho. Todos os temas já aprovados precisam passar por uma segunda votação na Casa, para então serem apreciados no Senado.

Lembrada como principal opção do PSDB para disputar a sucessão do prefeito Gilmar Olarte (PP) em 2016, a vice-governadora Rose Modesto também desconversa sempre que questionada sobre a sua participação no processo eleitoral do ano que vem.

O presidente regional do PSDB, Márcio Monteiro, marcou para o dia 20 deste mês a convenção que irá eleger os membros que comandarão os destinos do partido nos próximos dois anos.

De olho no confronto com o PMDB do ex-governador André Puccinelli, o partido mudou o comando do diretório municipal de Campo Grande, elegendo presidente durante convenção no domingo (31), o médico Lívio Viana de Oliveira para substituir Carlos Alberto Assis.

Apesar de dar início às articulações políticas com vistas à sucessão de 2016, as principais lideranças do partido foram cautelosos em seus discursos em torno do nome tucano que irá concorrer ao cargo.

A última vez que o PSDB disputou a prefeitura da Capital foi em 2012 quando Reinaldo Azambuja ficou em terceiro lugar, atrás de Alcides Bernal (PP), eleito à época, ao derrotar o ex-deputado federal Edson Giroto (PMDB) no segundo turno das eleições.

Foi a partir da expressiva votação que o tucano recebeu na Capital que projetou sua candidatura vitoriosa ao Parque dos Poderes no ano passado, quando derrotou o senador Delcídio do Amaral (PT) no segundo turno das eleições.

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