Trump determinou reunião de emergência após ciberataque global

Do G1 - Reuters

presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, ordenou ao seu assessor de segurança interna, Tom Bossert, que realizasse uma reunião de emergência na noite de sexta-feira para avaliar a ameaça representada pelo ataque cibernético global que atingiu pelo menos 150 países, disse à Reuters uma autoridade.

A equipe senior de segurança realizou outra reunião na Sala de Situação da Casa Branca no sábado e o FBI e a Agência Nacional de Segurança estavam tentando identificar os autores do ataque, disse o funcionário, que falou sob a condição de anonimato.

O ciberataque mundial iniciado na sexta-feira (12) deixou 200 mil vítimas, principalmente empresas, em ao menos 150 países, afirmou o diretor da Europol, Rob Wainwright, em uma entrevista à rede britânica ITV neste domingo, 14.

O ataque

O ataque foi feito por um vírus de resgate, um ransomware. Ele embaralha os arquivos do computador, impedindo seu funcionamento normal. Para restaurar os arquivos e recuperar o sistema, a vítima precisa fazer um pagamento. Imagens do vírus divulgadas na sexta-feira indicavam que a praga estava pedindo US$ 300 (cerca de R$ 950, mas os valores têm variado) para serem pagos pela criptomoeda anônima Bitcoin (que dificulta o rastreamento realizado por autoridades) até uma data limite.

O diretor do Serviço Europeu de Polícia indicou ainda que os investigadores trabalham com a hipótese de que o ataque de sexta-feira foi cometido por criminosos, não por terroristas, e assegurou que os responsáveis receberam uma quantidade “notavelmente baixa” de pagamentos em conceito de recompensa para desbloquearem os computadores, segundo a EFE.

A ministra do Interior do Reino Unido, Amber Rudd, recomendou aos numerosos hospitais e centros de saúde afetados no Reino Unido que “não pagassem” o valor exigido pelos criminosos cibernéticos, ainda de acordo com a agência.

O vírus chega às máquinas por e-mail e por meio de uma brecha do Windows, vazada na internet em abril. O defeito existia no Windows até 14 de março, quando uma atualização da Microsoft corrigiu o problema. Quem não atualizou o computador está vulnerável ao ataque. A brecha permite que o vírus contamine outros computadores, em especial na mesma rede, sem precisar de nenhuma interação do usuário.

Os primeiros relatos do problema envolviam computadores do sistema de saúde público britânico. O segundo grande caso reportado foram máquinas de funcionários da Telefônica na Espanha. Os ataques chegaram ao Brasil no início da tarde de sexta-feira, quando os sites do Tribunal de Justiça e do Ministério Público de SP foram tirados do ar. Funcionários da Vivo, empresa da Telefônica no Brasil, também foram orientados a desligar seus computadores.

Além disso, sistemas de internet do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS) em todo o país foram desligados após sofrerem ataque, e foram confirmados incidentes pontuais em estações de trabalho de servidores. A Petrobras também adotou medidas preventivas para “garantir a integridade da rede e seus dados”.

De acordo com o Gabinete de Segurança Institucional (GSI) da Presidência da República, “o ataque também ocorreu no Brasil em grande quantidade por meio de e-mails com arquivos infectados”.

Os responsáveis pelas invasões ainda não foram identificados. Por conta do número de países e dos alvos similares, suspeita-se que seja uma ação coordenada por um grupo.

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