Três homens são denunciados pelo Gaeco por envolvimento com grupo de extermínio

Da Redação

Arsenal encontrado com o guarda municipal, Marcelo Rios (Foto: Eduardo Almeida/TV Morena)

O Gaeco (Grupo de Atuação e Combate ao Crime Organizado) denunciou dois guardas municipais e um motorista de aplicativo, por envolvimento em suposta milícia que agiu como grupo de extermínio, responsável por assassinar três pessoas em Campo Grande.  Rafael Antunes Vieira, Flávio Narciso Morais da Silva e Robert Vitor Kopetski estão presos desde o dia 30 de julho e são acusados de integrar a organização criminosa.

Segundo aponta a denúncia do Gaeco, o guarda municipal Marcelo Rios, de 42 anos, foi preso com um arsenal bélico após força-tarefa durante as investigações das execuções do policial militar reformado Ilson Martins de Figueiredo; do segurança Orlando da Silva Fernandes; e do estudante Matheus Coutinho Xavier, filho do policial aposentado Paulo Xavier.

De acordo com os promotores de justiça Gerson Eduardo de Araujo, Marcelo Ely, Thalys Franklyn de Souza e Marcos Roberto após a apreensão das armas que estavam com Rios, as equipes avançaram na identificação de integrantes da organização criminosa.

O documento de acusação cita que “em decorrência disso, os ora denunciados passaram, então, a praticar atos para dificultar (embaraçar) o andamento dos trabalhos investigativos, objetivando garantir a impunidade dos componentes do citado grupo criminoso”.

Ainda conforme a acusação dos promotores, os três assassinatos foram perpetrados com extrema violência e audácia, mediante o emprego de armas de guerra, como fuzis de calibre .762 e calibre .556, ou seja, com características claras de execução sumária.

“Apurou-se, assim, que o modus operandi empregado pelos criminosos para o cometimento dos assassinatos em questão difere daqueles homicídios que são praticados comumente por qualquer um do povo, isto é, por motivos banais ou com “dolo de ímpeto”.Em outras palavras, ficou demonstrado que esses crimes de homicídios foram meticulosamente planejados e executados por uma organização criminosa, em autêntica divisão de tarefas, com as vistas a ludibriar as autoridades envolvidas na persecução criminal e, via de consequência, obter a impunidade”, mostra a denúncia.

O caso 

O guarda municipal, Marcelo Rios, foi detido no dia 19 de maio, após ser flagrado com um arsenal bélico. Seis fuzis foram encontrados em uma casa no Bairro Monte Líbano, em Campo Grande, além de um revólver 357, 11 pistolas 9 milímetros, quatro pistolas .40, uma pistola de calibre 22 e outra pistola de calibre 380, além de duas espingardas, sendo uma de calibre 12 e outra de calibre 22. 1.753 munições também foram encontradas.

Uma semana depois da prisão de Rios, a mulher dele, de 28 anos, começou a ser assediada pelos colegas do marido. Em decorrência disso, os outros dois guardas municipais e o motorista de aplicativo, denunciados pelo Gaeco, foram presos.

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