Treinamento de Grupo de Intervenção Rápida da Agepen iniciará em Outubro

Diretor Presidente da Agepen, Ailton Stropa Garcia. (Foto: Paulo Francis)
Diretor Presidente da Agepen, Ailton Stropa Garcia. (Foto: Paulo Francis)

A Agepen(Agência Estadual de Administração do Sistema Penitenciário), vai criar um grupo para atuação em crises, escolta e em vigilância de muralhas nos presídios. O curso de qualificação para o Girve(Grupo de Intervenção Rápida, Contenção, Vigilância e Escolta), está programado para iniciar em outubro deste ano.

Segundo o Diretor Presidente da Agepen, Ailton Stropa Garcia, este é o primeiro esforço da Agenpen para em um futuro assumir algumas responsabilidades que hoje estão sendo feitas pela Policia Militar que é a vigilância das torres, escolta e o apoio operacional com o Pelotão de Choque. “O Governador Reinaldo Azambuja e o Secretario Silvio Maluf tem uma visão diferente dessa questão e intendem que a Policia Militar é mais necessária nas ruas e lançaram esse desafio para que a Agepen com o decorrer do tempo possa ter seus homens nessas funções, liberando assim os militares”, afirma.
Ailton conta que será iniciado no mês de outubro um treinamento com cerca de 70 servidores do sistema penitenciário, sendo eles lotados na capital e no interior. No primeiro momento eles serão capacitados para que possam ajudar o sistema nos momentos em que aconteçam crises, no intuito de intervir rapidamente e ajudem na contenção dos internos.

O Diretor ressalta que os Grupos de Intervenção Rápida e Contenção não atuara com armas de fogo, mas sim com armas não letais. “No futuro, após capacitação teremos grupos armados somente na vigilância das muralhas e nos grupos de escolta”, diz.

Há previsão de que nos próximos dias haja a abertura de um concurso publico, através da secretaria de administração do Estado, para prover de 500 a 700 vagas para novos servidores, e segundo Stropa já foi autorizado pelo Governador Reinaldo Azambuja, visto que três novos presídios estão para ser entregues em Mato Grosso do Sul e também para ajudar a suprir a lacuna que existe no sistema.

Dados – Segundo informações repassadas pela assessoria de comunicação o sistema prisional de Mato Grosso do Sul, que tem capacidade para 7.019, está atualmente com 14.359 presos. O deficit total é de 7.340 internos a mais. Em julho do ano de 2014 havia 13.077 presos, o que representa um aumento de 8,83% em um ano, ou 1.282 pessoas a mais nos presídios do estado.

Importante destacar que Mato Grosso do Sul tem a maior população carcerária do país, proporcionalmente ao número de habitantes. Segundo a Agepen, isso é o reflexo da localização geográfica de fronteira com a Bolívia e Paraguai, e somente o crime de trafico de drogas na região representa 41,4% do total de presos custodiados pelo órgão.

Atualmente obras estão em andamento na tentativa de resolver o problema de superlotação, entre elas está em andamento a conclusão de 3 presídios em Campo Grande com 1613 vagas, sendo dois masculinos com 603 cada e um feminino com 407. Já na cidade de Ponta Porã será concluído mais um capacidade 120 vagas.

Paulo Francis

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