Travesti é morto a tiros e garagista preso alega que reagiu a assalto

Empresário do ramo de veículos, de 22 anos, foi preso pela Guarda Municipal suspeito de atirar num travesti durante tentativa de assalto, segundo relato registrado pela polícia de Dourados.

Perícia no local do homicídio  Foto Cido Costa/Douradosagora
Perícia no local do homicídio
Foto Cido Costa/Douradosagora

O garagista estava ao celular dentro de uma caminhonete Amarock prata e placas de Ponta Porã, que estava estacionada no cruzamento da Avenida Marcelino Pires com a Rua Toshinobu Katayama, próximo de um posto de combustível no centro da cidade, quando foi abordado pela pessoa.

De acordo com a polícia, o condutor pensava que se tratava de uma mulher e convidou a entrar no veículo. Durante primeira abordagem, ele percebeu que se tratava de um travesti e pediu que saísse.

De acordo com relatos, o travesti teria pedido dinheiro e segurado o pescoço do empresário; este disse que não tinha, mas em casa poderia conseguir algum.

Seguiram para lá, onde o empresário parou em frente a casa de um guarda municipal. Conforme a polícia, o travesti teria pego as chaves do carro, ordenado que ele descesse do veículo. O condutor pegou um revólver que estava embaixo do banco do veículo e o carona fugiu.

Ele foi baleado nas costas e caiu, na esquina das ruas Inglaterra e a Presidente Vargas, no Jardim Europa, nas imediações da saída de Dourados para Itaporã. De acordo com a polícia, ele efetuou mais dois tiros, no rosto e peito do travesti, que estava agonizando.

O acusado identificado pela polícia como Marlon Lucas, morador no Jardim Europa, foi preso pelo guarda municipal que ouviu os tiros e saiu da casa. Conforme a GM, o garagista estava com um revolver Magno de calibre 357, na cintura. Alegou, conforme a polícia, que reagiu a assalto; afirma que agiu em legítima defesa.

Ele foi autuado em flagrante por homicídio. O corpo do travesti, que não portava documento, foi encaminhado para a funerária para o reconhecimento.

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