Travessia de balsa no Pantanal é interrompida por conta da cheia

Da Redação

Rio Paraguai transbordou no Porto da Manga, inundando o povoado, que sobrevive do turismo de pesca

A Agência Estadual de Gestão de Empreendimentos (Agesul) decidiu interromper, desde às 18h dessa quinta-feira (3), o serviço de travessia de balsa no rio Paraguai, no distrito de Porto da Manga, em Corumbá, cujo acesso é feito pela MS-228. A medida é em decorrência da cheia no Pantanal com o aumento do volume de água do rio, que transbordou e transpôs trechos da estrada, parcialmente interditada.

“Na MS-228, no trecho entre o Morro Grande e o Porto da Manga (sentido Oeste-Leste), há determinados percursos com água sobre a pista, nada impossível de ser vencido”, alerta o diretor-executivo da Agesul em Corumbá, Luiz Mário Anache. A rodovia estadual começa no trevo com a BR-262, próximo à entrada da cidade, interliga com a MS-184 na Curva do Leque e corta o Pantanal até o município de Rio Negro, numa extensão de 280 km.

Desvio pela BR-262

O técnico da Agesul relata que entre o Porto da Manga, região de turismo de pesca, e a Curva do Leque, o volume de água transbordado pelo rio Paraguai é intenso e chega a um metro de altura sobre a rodovia (MS-228). “Considerando a existência de 13 vazantes em madeira, resolvemos interditar o tráfego de veículos na localidade, uma vez que, o Estado, primeiramente, visa a prevenção de acidentes”, explicou.

Segundo Luiz Mário, é comum esse volume de água (turva) provocar buracos na pista e arrastos de cabeceiras das pontes de vazante, cujos danos, muitas vezes, são imperceptíveis aos condutores de veículos. O acesso à Curva do Leque e ao Pantanal da Nhecolândia, a partir de Corumbá, deverá ser feito pela BR-262 e MS-184, aumentando a distância em 120 km. As águas do rio Paraguai também atingiram a comunidade ribeirinha do Porto da Manga.

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