Transferidos presos que postavam fotos em momentos de ostentação em presídio da PM

Um policial militar e um ex-PM, que estavam presos no Batalhão Especial Prisional (BEP) e usavam celulares para fazer selfies mostrando momentos de ostentação dentro da unidade, foram transferidos para outros presídios. O PM Renault Ferreira Feitosa, que em uma das fotos postadas no Facebook, aparecia segurando um leque de dinheiro, foi transferido na segunda-feira, para o Hospital Penitenciário Henrique Roxo.

Presos do BEP usaram celular para postar fotos e até para vender relógios Foto: reprodução Facebook
Presos do BEP usaram celular para postar fotos e até para vender relógios Foto: reprodução Facebook

A ordem para a transferência foi assinada pelo juiz Eduardo Oberg, da Vara de Execuções Penais.

Em uma outra foto postada na rede social, o PM aparecia ao lado de relógios. A legenda dizia que interessados na compra poderiam deixar recados na página do Facebook.

Presos do BEP usaram celular para postar fotos e até para vender relógios Foto: reprodução Facebook
Presos do BEP usaram celular para postar fotos e até para vender relógios Foto: reprodução Facebook

Como Renault é portador de esquizofrenia, o juiz determinou que o preso seja submetido a exames para verificar se a doença ainda o afeta. Dependendo do resultado, ele poderá permanecer internado no local por até três anos.

Já o ex-PM Marcelo de Amorim Reis, que aparecia em fotos malhando em uma espécie de academia no BEP, foi transferido no dia 9, para o presídio Plácido de Sá Carvalho, em Bangu.

Presos do BEP usaram celular para postar fotos e até para vender relógios Foto: reprodução Facebook
Presos do BEP usaram celular para postar fotos e até para vender relógios Foto: reprodução Facebook

O diretor da unidade considerou que Marcelo cometeu uma falta disciplinar grave quando estava no BEP. Por isso, requereu ao juiz que o ex-PM seja incluído no Regime Disciplinar Diferenciado, que impede o contato com outros presos e limita o número de visitas.

O pedido ainda será avaliado pelo juiz Eduardo Oberg.

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