Transexual tem parte do nariz arrancado por ex após contar a mulher dele sobre relacionamento

Uma transexual de 42 anos foi agredida nesta quinta-feira (10) e teve parte do nariz arrancado pelo ex namorado, um pescador de 32 anos, após contar à mulher dele sobre o relacionamento amoroso que os dois mantinham, em Coxim, a 200 km de Campo Grande. Segundo Barbara Difmack Araujo, os dois estavam juntos há 11 anos e alegou que sempre era agredida por ele quando tentava terminar o namoro.

Foto: PC de Souza

“Eu não aguentava mais viver nessa situação. Ele sempre me batia e, disposta a terminar com tudo isso, fui até a casa dele e contei para esposa com quem ele era casado há 6 anos. Quando saí de lá, ele jogou a moto em cima da minha [motocicleta] e começou a me bater”, chora.
A vítima, que sempre retirava as queixas, dessa vez disse que irá representar contra o suspeito que está foragido. O caso está sendo investigado pela Delegacia de Atendimento à Mulher (DAM). O G1 entrou em contato com a DAM e com as Policias Civil e Militar de Coxim, mas até a publicação desta reportagem não obteve retorno.

A discussão começou porque ela viajaria para passar o feriado em outra cidade e o suspeito não aceitou que ela fosse. Na madrugada desta quinta-feira, ele pediu que ela o encontrasse na região central da cidade.

“Ele tem um ciúme possessivo. Não é a primeira vez que ele me agride. Para não apanhar mais achei que essa seria a solução para me livrar dele”, explicou.

A vítima foi até a casa onde o suspeito mora com a esposa e falou sobre o relacionamento: “Eu contei tudo o que vivíamos e mesmo assim ela não acreditou em mim. Quando deixei o local fui atacada por ele e por mais um amigo”. Barbara ainda acrescenta que estava em uma motocicleta quando os dois, em outra moto, jogaram a moto sobre ela.

“Começaram a chutar meu rosto e me dava vários murros por todo meu corpo. Me segurou pelos braços e mordeu no meu nariz arrancando um pedaço dele. Eu não sei o que fazer, pois não dá para dar ponto e meu rosto vai ficar deformado. Não tenho dinheiro para plástica”, lamenta.
Barbara ainda conta que foi levada para um hospital da cidade. Segundo ela não é a primeira vez que ele a agrediu: “Um dia ele me jogou do carro em movimento. Fiquei internada por vários dias e tive complicação nas nádegas por conta do silicone”.

A delegada da Delegacia da Mulher em Campo Grande, Jennifer Estevam, explicou que nesses casos transexuais podem entrar na lei Maria da Penha e conseguirem medida protetiva contra os agressores. “Se o juiz tiver alguma dúvida sobre medida protetiva, ele pode até pedir um estudo social para analisar a vítima e a condição dela”, explicou.

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