Trabalhadores do Feriado, Por que eles não podem parar e o que eles acham disso

Para que o nobre leitor esteja visualizando este site agora foi necessária a mão-de-obra de seus editores, repórteres e colunistas. Mas trabalhar nos feriados, sábados e domingos não é um privilégio apenas dos jornalistas. Existe um numeroso grupo de operários que costumeiramente trabalha nos feriados. Neste leque estão pintores, pedreiros, garis, balconistas de locadoras, mototaxistas, locutores de rádio, operadores de áudio, garçons, padeiros, mecânicos, médicos, enfermeiros, motoristas, funcionários da rede hoteleira, lojistas, vendedores, cozinheiros, dentre outros.

Como é o caso do frentista Junior Ferreira Araujo, 21 anos. Para ele trabalhar neste 1º de maio (Dia do Trabalho) é uma forma de evitar de gastar à toa e de ganhar um dinheiro a mais no final do mês. “Se eu tivesse em casa iria estar gastando com lazer, churrasco, etc. Mas aqui acabo economizando e além disso estou ganhando hora extra 100% “, calcula Junior.

Já para o taxista José Edmar Leite, 33 anos, o trabalho não é uma opção e sim uma necessidade, porem o feriado não é tão lucrativo assim. Segundo ele nestes dias o comércio fecha, as pessoas viajam e consequentemente o movimento diminui significativamente. “Muitos taxistas pagam o aluguel do veículo para empresa, antigamente com o movimento reduzido havia um desconto de 20% sobre o valor. Mas esse desconto acabou e temos que pagar o aluguel integralmente independente de termos corridas ou não”, lamenta José.

O mesmo ocorre com o atendente de uma farmácia da cidade, Dorival Emílio dos Santos, 45 anos. Ele atua a 14 anos neste ramo e já sabe de cor toda a rotina desta área. Ele afirma que  para ele não existe fim de semana, feriado, natal, ano novo. Se o funcionário está na escala tem que vir. A parte ruim é que como o atendente ganha também sobre as vendas a vantagem não é muito boa nesses dias já que há uma queda nas vendas. “A partir de quinta-feira eu já senti que o movimento começou a ficar mais fraco e isso é muito ruim pra gente, por que além de ter que vir trabalhar não ganho muito por isso. Eu considero a nossa classe bem sofrida, no meu caso eu trabalhei ontem, estou trabalhando hoje e vou trabalhar amanhã, folga mesmo só no domingo. Mas não podemos parar não é?”, desabafa .

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