TJ reconhece falsificação em cheques usados como prova em ação contra Olarte

Após análise da perícia forense, a Seção Criminal do Tribunal de Justiça de Mato Grosso do Sul julgou, parcialmente procedente, um pedido de Ronan Edson Feitosa de Lima, e reconheceu que parte dos cheques juntados ao processo em que Ronan e o prefeito afastado da Capital, Gilmar Olarte (PP), são réus pelos crimes de lavagem de dinheiro e corrupção passiva é falso. nOs documentos serão retirados dos autos, o que colabora com a teoria da defesa dos réus de suposta armação política.

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Em junho do ano passado o MPE (Ministério Público Estadual) autorizou perícia oficial nas lâminas supostamente assinadas por Feitosa a pedido do próprio réu. As folhas constam em inquérito do Gaeco (Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado) que resultou no processo contra Olarte, Feitosa e o militar reformado Luiz Márcio Feliciano, que resultou na Operação Adna, nome que faz referência à igreja Assembleia de Deus Nova Aliança, fundada por Olarte.

Segundo o advogado Jail Azambuja, o desembargador Luiz Cláudio Bonassini acatou o pedido e o Tribunal Pleno concordou que parte das provas foi adulterada. “Foi pedido um incidente de falsidade, foi julgado e constatou que os cheques eram falsos realmente. Isso demonstra que foi feita uma grande armação. É um grande reforço na nossa tese, de que as pessoas armaram essa situação a mando de um grupo”, enfatiza.

A decisão partiu dos desembargadores Dorival Moreira dos Santos (presidente), Luiz Claudio Bonassini da Silva (relator), Romero Osme Dias Lopes, Carlos Eduardo Contar, Dorival Moreira dos Santos, Manoel Mendes Carli e Luiz Gonzaga Mendes Marques.

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