Tite convoca Seleção e deve chamar aletas de clubes locais

Na primeira convocação após o título da Copa América, Seleção pode voltar a contar com grande número de jogadores que atuam dentro do país

Depois de seis anos, a Seleção Brasileira pode a voltar a ter um grande números de jogadores que atuam no Brasil com a camisa Amarelinha. Nesta sexta-feira, na sede a CBF, na Barra da Tijuca, Tite vai fazer a convocação para os amistosos contra a Colômbia e Peru, nos dias 6 e 10 de setembro, respectivamente. Há especulação de nomes, que jogam pelo país, e podem aparecer em peso. Será o primeiro compromisso da Seleção após a conquista da Copa América.

(Foto – Buda Mendes/Getty Images)

Para esta convocação, Tite com certeza terá novidades, porém sem alterar seu estilo. Por conta de lesões, suspensões e competições importantes, oito nomes do futebol brasileiro podem ser chamados para estes dois amistosos. Do goleiro até o ataque, há nomes interessantes em alta no torneio nacional.

Começando pelo goleiro. Com a lesão de Alisson, que tirou o titular do Liverpool da decisão da Supercopa da Europa, abre-se uma vaga entre os goleiros da Seleção. Neto, recém-contratado pelo Barcelona e que fez bons amistosos de pré-temporada pelo clube, poderia surgir como opção, mas também lesionou-se na última semana. Assim, deve cair no colo do palmeirense Weverton a vaga de terceiro goleiro da equipe brasileira. As outras duas devem ficar a cargo de Ederson, do Manchester City, e Cássio, do Corinthians.

Na defesa, o zagueiro Rodrigo Caio também pode aparecer na lista dos 23 convocados. Presente na Copa América Centenário, em 2016, e sete vezes convocado por Tite, o jogador do Flamengo tem a seu favor o fato de já ser um conhecido do treinador. É o favorito do momento para assumir a lacuna no próximo ciclo que deve ser deixada por Miranda, que aos 34 anos, acaba de deixar a Internazionale de Milão para atuar no futebol chinês.

Campeão brasileiro em 2015 com o Corinthians de Tite, o zagueiro Gil é homem de confiança do técnico gaúcho. Mesmo atuando no distante futebol chinês entre 2016 e 2019, ele foi convocado nove vezes durante o período. De volta ao Alvinegro paulista desde julho deste ano, o defensor não deve demorar a receber novas chances.

Pela lateral-esquerda, Renan Lodi, de apenas 21 anos, pode ganhar uma chance. O jogador manteve um bom nível de atuação no primeiro semestre de 2019, pelo Athletico-PR e, agora, deve repetir na Seleção. O brasileiro chegou ao Atlético de Madrid para substituir Filipe Luís, que, assim como Fernandinho, deve perder espaço entre os convocados nos próximos anos. Junto a ele, Jorge também é um dos favoritos a assumir o legado de Filipe Luís e Marcelo, que não se encontram no auge da forma.

No setor ofensivo, pode acontecer da possibilidade de aparecer um trio rubro-negro. De Gabriel Barbosa, Everton Ribeiro e Bruno Henrique, pelo menos dois devem aparecer na lista de Tite – com preferência para os dois primeiros. Gabigol surge como opção para preencher a lacuna aberta por Gabriel Jesus (suspenso dos amistosos), enquanto o camisa 7 pode substituir o xará Everton, como jogador de extremidade do ataque, mesmo que atue pelo lado contrário ao gremista. Bruno Henrique, por sua vez, que pode cumprir as duas funções descritas acima.

Além dos atletas rubro-negros, Dudu, do Palmeiras, já viveu melhores momentos com a camisa alviverde, mas o saldo das últimas temporadas mais do que justifica uma chance com a amarelinha. A fase atual não é das melhores. Desde a parada da Copa América, embora o jogador venha de dois gols no empate dos paulistas contra o Bahia, no último domingo, pelo Brasileirão.

A última convocação, que teve alto número de atletas nos clubes brasileiros, aconteceu 1993, quando a Seleção disputou a Copa América daquele ano. Naquela ocasião, foram 21 jogadores que atuavam em times do país. Fora isso, em jogos festivos, como por exemplo, em 2017, para homenagear as vítimas do acidente aéreo da Chapecoense, que aconteceu em novembro de 2016. No entanto, sabe-se que Tite segue a mesma linha em suas convocações. Não terá mudanças drásticas.

Com isso, para ficar equilibrado, a última convocação que teve uma grande participação de atletas de clubes brasileiros foi na Copa das Confederações de 2013, com 11 jogadores. A Seleção Brasileira levantou o troféu da competição, em duelo contra a Espanha, no Maracanã. Para fazer uma comparação, nas últimas cinco convocações, contando com a Copa América e amistosos, não passaram de três jogadores.

Com base no retrospecto, contra a Colômbia, a Seleção Brasileira leva uma vantagem tranquila. Em 31 jogos, foram 19 vitórias, três derrotas e nove empates. Contra o Peru, a Amarelinha fez 45 embates, seja em jogos oficiais e não oficiais. A Seleção Brasileira tem uma esmagadora vantagem sobre a seleção peruana: 32 vitórias brasileiras, apenas quatro peruanas e outros nove empates entre as seleções. O Brasil assinalou 90 gols, já o Peru, 29 gols.

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