Tereza Cristina pede presença de Comissão de Agricultura em MS para análise de conflitos de terras

Uma comissão externa formada por parlamentares vai visitar na semana que vem acampamentos e terras indígenas Guarani-Kaiowá, onde nos últimos dias se vive uma verdadeira guerra civil entre índios e produtores rurais, fomentada por Ongs, no município de Coronel Sapucaia (MS). Subscrito pelos deputados Tereza Cristina (PSB-MS) e Carlos Marum (PMDB-MS), requerimento neste sentido foi aprovado na manhã desta quarta-feira (1º/7) pela Comissão de Agricultura da Câmara dos Deputados.

A deputada disse que é imprescindível a participação das autoridades governamentais no Estado
A deputada disse que é imprescindível a participação das autoridades governamentais no Estado

Membros da Frente Parlamentar da Agropecuária (FPA), os dois deputados relatam que “se trata de uma situação extremamente gravosa, permeada de ânimos alterados e contínuas ameaças, nada fora realizado pelo Ministério da Justiça para que a situação ganhasse contornos que apontasse a uma saída pacífica”. Diante desse turbulento cenário na região, a comitiva de deputados vai visitar aldeias e propriedades “na tentativa de se buscar um convívio sustentável no interesse de ambas as partes”.

A deputada Tereza Cristina salientou que seria imprescindível a participação das autoridades governamentais na condução das tratativas desse conflito, porém, essa participação tem sido totalmente omissa e evasiva, daí esse assanhamento de certas Ongs no incentivo ao conflito. “Se há nítido interesse em descumprir ordens judiciais, violando o estado democrático de direito, faz mais do que necessária a intervenção e a fiscalização desta Câmara Federal na motivação dessas brigas ora existentes no Mato Grosso do Sul”, enfatizou.

Segundo o deputado Marun, o maior problema do Brasil é o impasse sobre a questão indígena. Com uma população estimada em 900 mil indígenas, o deputado alertou que 113 milhões de hectares já são destinados aos povos nativos. Ele criticou a forma com que índios invadiram propriedades na fronteira de Mato Grosso do Sul como forma de protesto. “É preciso tomar providências para o respeito constitucional ao direito de propriedade, evitando conflitos entre fazendeiros e indígenas.”

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