Taxistas protestam em carreata contra o Uber na Capital

Taxistas se concentraram em frente ao Parque das Nações Indígenas (Foto: Ivan Silva)

Na manhã desta quarta-feira (07), um grupo de cerca de 50 taxistas se reuniu em frente ao Parque das Nações Indígenas, na Afonso Pena, para iniciar a concentração do protesto contra o aplicativo Uber. O ato aconteceu em apoio ao Projeto de Lei 5587/2016, que tramita no Congresso Nacional e prevê a proibição do Uber em todo o país.

O protesto começou Às 8h e seguiu até o Círculo Militar de Campo Grande, no início da Avenida Afonso Pena. Os taxistas seguiram com faixas e bandeiras pretas nos carros fazendo alusão ao luto que a classe sente com a chegada do aplicativo de transporte particular em Campo Grande.

Taxistas de Luto (Foto Michael Franco)

O presidente do Sindicato dos Taxistas do Estado de Mato Grosso do Sul (Sintaxi/MS), Bernardo Quartim Barrios, opina que o Uber circula totalmente irregular em Campo Grande. “Eles não pagam impostos, não tem fiscalização e muito menos registro. O povo acha que é mais barato, mas se for ver na tabela dinâmica é quase o dobro do preço do táxi.”

Cerca de 20 mototaxistas também faziam parte do protesto. De acordo com o presidente do Sindicato dos Mototaxistas de Campo Grande (Sindmototaxi), Doravir Boaventura de Oliveira, o Uber pode circular na capital, desde que se tenha um consenso em conjunto com os taxistas e mototaxistas.

“Nós trabalhamos, pagamos uso do solo, a gente paga o alvará também, igual os taxistas de carro. O Uber pode rodar na cidade, desde que haja um acordo em concordância com a gente e os taxistas, pro trabalho ser igual pra todo mundo.”, afirmou Boaventura.

Bandeiras em apoio ao PL 5587/2016 (Foto: Michael Franco)

O aplicativo Uber é uma alternativa de transporte que funciona em vários países do mundo. O motorista se cadastra, com seu próprio carro particular e se autorizado já pode começar a dirigir. Os clientes do aplicativo, aprovam o meio de transporte pela praticidade, preço e conforto.

O professor Richard Garais, conta que já usou tanto táxi como Uber e afirma que a diferença entre os meios de transporte é muito visível. “Eu já andei de Uber e de Táxi, o Uber sai bem mais barato. Acho que os taxistas tinham que melhorar seu serviço pra concorrer melhor, porque no Uber você até avalia na hora o motorista e é bem mais prático”.

Já para a empresária, Sofia Gomes, os táxis continuam sendo o serviço de transporte mais confiável. “Eu não confio nesse Uber, sempre pego Táxi. Esse Uber não tem onde reclamar ou recorrer se caso alguma coisa acontecer, não é uma empresa, é tudo pelo celular. Eu não confio.”

O motorista de Uber, JMSC (34), conta que já foi taxista e o Uber oferece melhores condições de trabalho para quem dirige.”Olha eu já dirigi táxi e é muito ruim. Nós somos explorados lá as vezes, é um trabalho muito digno mas tem que melhorar. O Uber chegou pra fazer os donos das cooperativas [de táxi] acordarem, tem que melhorar o serviço pro clienta e pra quem dirige também.”

O Projeto de Lei 5587/2016 que é discutido no Congresso Nacional pede a regularização do Uber no Brasil, ou seja, que parte do cadastro ou do controle dos motoristas e gastos deva passar por um órgão público de fiscalização. Caso contrário, o serviço de transporte de passageiros será proibido no Brasil.

Confira um trecho do PL:

“Portanto, nota-se claramente que o transporte privado individual não é definido como serviço, não está aberto ao público e não exige veículo de aluguel, ou seja, refere-se exclusivamente ao automóvel particular usado pelos cidadãos para as suas próprias viagens e sem a prestação de qualquer serviço remunerado.”

 

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