Suspeitos de forjar sequestro de avião em Paranaíba são liberados após prisão temporária

O piloto Edmur Guimara Bernardes de 78 anos que alegou ter sido sequestrado junto com um avião em Paranaíba no dia 18 de junho, e Idelvan Oliveira, de 53, vigia do hangar que disse ter ficado amarrado em um banheiro enquanto a decolagem acontecia, foram liberados na madrugada deste domingo (7) após o final do prazo de prisão temporária, que já havia sido prorrogado.

Avião que foi roubado de aeroporto em MS — Foto: Site Portal Destak Agora/Igor Lopes

Eles foram detidos no dia 27 de junho em um operação da Polícia Civil e trazidos para Campo Grande, onde permaneceram em uma cela na Delegacia Especializada de Repressão a Roubos e Furtos (Derf) até este sábado (6), quando findou o prazo da prisão.

De acordo com a delegada responsável pelo caso, Ana Cláudia Medina, decorrido o prazo de 5 dias da prisão temporária, no dia 1° de julho foi solicitada a prorrogação para que fossem investigadas inconsistências do caso. A polícia trabalha com a hipótese de que Edmur e Idelvan tenham forjado o sequestro para que o piloto fosse ao Paraguai a fim de transportar lideranças de uma facção criminosa até a Bolívia:

“O piloto levou uma tarde inteira para fazer um retrato falado de duas pessoas que teriam ido no avião e deu os detalhes todos falsos, depois descobrimos que ele comentou que teria mentido o tempo todo. O vigia disse ter ficado amarrado em uma sala com um fio de mouse sendo que nem computador existe no local. Ele disse ter encontrado a chave desse cômodo, mas a porta não tranca por fora”, explica. Ela agora aguarda a perícia nos telefones de ambos.

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