Suspeito por ‘estupro’ tem parte de acusação confirmada em vídeo e é reconhecido por garoto

Lúcio Borges

Delegada Marília de Brito (Foto: arquivo)

O caso de ‘estupro’ realizado em banheiro de um hipermercado de Campo Grande, que  noticiamos com versão de suspeito, após levar na manhã desta terça-feira (27) a prisão um homem de 39 anos, teve no fim da tarde de hoje, uma parte de confirmação. O suspeito, passou a ser real acusado através de imagens em vídeo e pelo reconhecimento da vitima, por foto e após em indicação pessoal na delegacia. Os fatos levam a uma difícil reversão de situação do autor, identificado com iniciais do nome J.L.P.. Ele negou veementemente a acusação de um adolescente de 13 anos, que apontava ter sofrido violência sexual no banheiro do comércio na Avenida Mato Grosso, no bairro Santa Fé. O caso foi registrado e encaminhado pela Depca (Delegacia Especializada de Proteção à Criança e ao Adolescente), sob cuidados da delegada Marília de Brito.

O homem seria fisioterapeuta que foi localizado e detido no Conjunto no Octávio Pécora, região Norte da Capital, nesta manhã, após ter sido denunciado pela mãe do garoto, que teria descoberto somente dias depois o fato, como noticiamos. Contudo, a ocorrência foi relatada pelo menino, no mesmo dia e feito uma denuncia na polícia. O caso, sim ocorreu a 17 dias, no último dia 9, levando este tempo a ser ‘anunciado’, devido que foi investigado, sendo pego imagens do circuito interno de TV do mercado e após, pela vitima, o homem foi apontado em fotos, retirada da imagem, que levou a sua prisão hoje.

A delegada Marilia de Brito, revelou que hoje, a polícia cumpriu mandados de prisão e de busca e apreensão na casa do rapaz, localizada no Octávio Pécora. A polícia não revelou o nome completo, divulgou apenas as iniciais do nome J.L.P., que teria cometido ato sexual forçado ao adolescente. O crime, que à principio, não teve a consumação do pior, em violação com penetração no garoto, se caracteriza como crime de estupro de vulnerável, por ser sem consentimento e ainda a um menor de 14 anos.

O crime, segundo as investigações, ocorreu no dia 9 de fevereiro, por volta do meio-dia. As imagens das câmeras de segurança confirmaram a versão do garoto, que acionou a família logo após o abuso sexual. À polícia, ele contou que estava no mercado com um grupo de estudantes. Eles almoçaram no local e estavam voltando para a escola de período integral próxima ao mercado, quando o adolescente informou que iria ao banheiro enquanto o restante do grupo seguiu o trajeto.

foto ilustrativa

Detalhes como ocorreu

Conforme depoimento do adolescente, ele já estava no banheiro usando o mictório, quando o fisioterapeuta entrou no banheiro e com demais locais vazios, se prostrou já ao lado do menino e ficou olhando para ele. Estranhando o comportamento do homem, imediatamente o menino entrou para o box quando foi agarrado e houve o abuso sexual. Dentro do box, o menino teria sido obrigado a fazer sexo oral no fisioterapeuta, que também praticou o ato no adolescente.

A delegada apontou que a investigação do caso, pelas imagens de vídeo, mostrou o agressor saindo do banheiro, enquanto o menino ficou, pois teria ficado em estado de choque. “Um tempo depois, também deixou o banheiro e entrou em contato com um familiar, que avisou a mãe do menino sobre o ocorrido”, disse Marília de Brito.

O boletim de ocorrência foi feito no mesmo dia do crime. O menino foi ouvido pelo setor psicossocial da DEPCA, descreveu as características do suspeito e relatou que nunca o tinha visto. A equipe de investigação retornou ao estabelecimento comercial e solicitou as imagens do circuito interno de segurança.

Conforme a delegada, “a versão do menino condiz com as imagens, pois o menino aparece entrando no banheiro e posteriormente o rapaz aparece. E mais ninguém. Instantes depois o fisioterapeuta e o garoto deixam o local com o intervalo de tempo já mencionado”, disse.

Reconhecimento

A delegada explicou que com as imagens, o fisioterapeuta foi identificado e o adolescente levado novamente para a delegacia para reconhecimento por foto. “O menino ficou abalado assim que viu anexada ao álbum da DEPCA”, comentou a policial.

Assim, a polícia pediu a prisão preventiva do rapaz e também um mandado de busca e apreensão, que foram cumpridos hoje. O rapaz estava em casa e foi preso preventivamente. Celulares e equipamentos eletrônicos foram apreendidos para investigar se há conteúdos pornográficos envolvendo menores de idade. “Mas, inicialmente nada foi encontrado nos arquivos, mas os aparelhos serão encaminhados para a perícia”, apontou a delegada.

O rapaz é casado e não tem passagem pela polícia. Ele nega que tenha cometido o crime, mas o adolescente retornou hoje à DEPCA e fez o reconhecimento pessoal, apontando novamente o fisioterapeuta como autor do abuso.

O rapaz está sendo indiciado por estupro de vulnerável. Em caso de condenação, pode pegar de 8 a 15 anos de prisão.

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