Suspeito de planejar atentado contra Rafaat era o alvo de atentado em boate

Da Redação/JN

A Polícia Nacional do Paraguai suspeita que um dos homens mortos no atentado a uma boate em Pedro Juan Caballero, na madrugada desta segunda-feira (24), tenha participado da execução do narcotraficante Jorge Rafaat, em uma emboscada cinematográfica com uma metralhadora ponto 50, em junho do ano passado.

 

Rafaat, apontado com um dos principais líderes do narcotráfico na fronteira do Paraguai com o Brasil, foi morto em Pedro Juan Caballero, em uma emboscada com uma metralhadora utilizada para neutralizar ataques aéreos e destruir carros blindados em guerras. A execução foi registrada por câmeras de segurança de lojas da região.

A morte de Rafaat teria sido parte da disputa de facções pelo controle tanto da venda como da produção de drogas na região de fronteira.

No atentado desta segunda-feira, morreram quatro pessoas, dois homens e duas mulheres. Eles estavam na boate After Office em Pedro Juan Caballero, localizada na via que separa a cidade paraguaia do município sul-mato-grossense de Ponta Porã. Os alvos, segundo informações preliminares da polícia paraguaia, seriam os dois homens, um deles pelo envolvimento com a morte de Rafaat, o que reforça a suspeita já investigada de que o crime seria um desdobramento da guerra de facções. As duas mulheres, de 18 e 24 anos, teriam morrido em meio a confusão.

“Temos a informação que o principal falecido, que para nós foi o alvo [do atentado] seria um homem forte de outro, que seria do PCC na zona de Pedro Juan Caballero e de Ponta Porã. Ele mesmo teria participado diretamente da morte de Rafaat”, diz o chefe departamental da Polícia Nacional do Paraguai, Walter Gomes.

Ainda nesta segunda, a polícia do pais vizinho localizou próximo a um cemitério de Pedro Juan Caballero o carro que teria sido utilizado pelos pistoleiros no atentado a boate. Também chegaram a casa de um suspeito de ter participado do crime. Na residência deste homem foi encontrado um fuzil. Ele não estava no local, apenas uma mulher. A arma, apesar de ter documentação, de acordo com a polícia paraguaia, foi apreendida.

“Acreditamos que existem duas facções que estão brigando pelo poder na fronteira. São facções brasileiras que estão querendo se impor a força e a cada dia estão cometendo crimes sem se importar com quem morra”, explica o promotor paraguaio Samuel Valdez.

O atentado

O atentado a boate ocorreu por volta das 4h (de MS) desta segunda-feira. O local estava lotado, quando pistoleiros armados com fuzis e submetralhadoras chegaram atirando. Os disparos provocaram pânico entre os presentes. Além das quatro pessoas que morreram, outras 11 pessoas ficaram feridas, sendo levadas para hospitais no Brasil e no Paraguai. Os suspeitos fugiram logo após o crime. A Polícia Nacional do Paraguai faz buscas a eles em toda a região de fronteira com o Brasil.

 

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