Supermercadistas e empregados voltam a discutir salário nesta segunda

Da Redação/ JN

Empregados em supermercados e empresários voltam a se reunir nesta segunda-feira (10) em Campo Grande, numa segunda tentativa de fechar a Convenção Coletiva de Trabalho 2017/18, que esbarrou este ano no percentual de reajuste de apenas R$ 4,95 oferecido pela classe patronal.

Supermercadistas e empregados voltam a discutir salário (Foto: Divulgação )

Os comerciários, reunidos na sexta-feira em assembleia geral, foram categóricos: não aceitam essa oferta “miserável” e mais, se consideram ofendidos com tamanha falta de respeito e reconhecimento pelo seu trabalho.

A assembleia foi convocada pelo SECCG (Sindicato dos Empregados no Comércio de Campo Grande), entidade que representa os comerciários de supermercados.

“Queremos não só as perdas para o acumulado da inflação no período que antecede a data base, de acordo com o INPC, como também um ganho real para todos os salários dos trabalhadores que integram esse setor nos supermercados. Isso é o mínimo que os donos de supermercados devem a seus empregados”, afirmou Idelmar da Mota Lima, presidente do sindicato.

Na assembleia geral, mais de 200 empregados em supermercados compareceram e deram todo apoio à diretoria do SECCG para negociar salários dignos e ainda manter as cláusulas sociais e trabalhistas conquistadas ao longo de muitos anos de luta e que agora os empresários de Campo Grande também querem derrubar nessa nova negociação.

“Tentar retroceder, derrubando conquistas que já fazem parte da nossa CCT, é mesmo uma afronta e um desrespeito dos donos de supermercados de Campo Grande para com seus empregados”, criticou Nelson Benitez, vice-presidente do SECCG. Toda diretoria do sindicato e a Assessoria Jurídica da entidade participaram da assembleia geral, apoiando a decisão da assembleia que quer ir à luta para avançar positivamente nas negociações e não retroceder.

A segunda rodada de negociação entre as duas categorias será pela manhã na sede do sindicato patronal. A posição da classe patronal será divulgada em nova assembleia geral dos comerciários na quarta-feira. Caso os donos de supermercados permaneçam irredutíveis, os empregados adotarão novas estratégias de luta para informar à opinião pública (consumidores), sobre a postura desumana dos empresários para com as famílias dos trabalhadores.

“Vamos ter a opinião pública do nosso lado nessa luta que travaremos, inclusive com o apoio da mídia sobre tudo o que formos fazer daqui para frente”, advertiu o presidente do sindicato.

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