Subsecretário de Políticas Públicas de Igualdade Racial fala sobre os avanços alcançados MS

Carlos Alberto da Silva Verçosa, Subsecretário de Políticas Públicas Para a Promoção da Igualdade Racial e Cidadania. (Foto: Paulo Francis)
Carlos Alberto da Silva Verçosa, Subsecretário de Políticas Públicas Para a Promoção da Igualdade Racial e Cidadania. (Foto: Paulo Francis)

No dia 20 de Novembro de 1695 foi o dia em que morreu Zumbi dos Palmares, um homem que que se tornou o simbolo de resistência e força contra a escravidão. A data da morte de Zumbi foi então escolhida pelo movimento negro brasileiro para representar o Dia da Consciência Negra no Brasil.

De acordo com o Subsecretário de Políticas Públicas Para a Promoção da Igualdade Racial e Cidadania, Carlos Alberto da Silva Verçosa, neste dia é comemorado a melhora de vida de população negra brasileira e a conscientização da população na questão do racismo no pais.

“No últimos anos, após o governo Fernando Henrique, e a partir de acordos internacionais

feitos pelo Brasil, houve uma diminuição da pobreza extrema no geral, em relação a população negra, com melhoria nas condições de vida, de estudo e trabalho” explica.

Carlos Alberto que essas mudanças ainda são muito pequenas, porem significativas, pois o Brasil passou a ter algumas obrigações internacionais como a de respeitar mais um dos povos formador de sua população, e com  isso as pessoas estão se conscientizando mais na questão da sua ancestralidade, tendo mais auto estima e fazendo valer os seus direitos.

“Em paralelo a isso as mulheres negras, na escala econômica e social do pais, elas estavam em um degrau menor, mas no últimos anos começaram a se organizar, a querer ter mais voz e vez e inclusive hoje muitas delas lideram associações, grupos, entre outras organizações”, alega.

No Estado de Mato Grosso do Sul, um exemplo é o Coletivo de mulheres Negras, grupos fundados para combater o racismo, que estão muito a frente das suas intensões.

“Com a criação da sub secretaria, que também é uma politica afirmativa, nos começamos a desenvolver politicar publicas para valorizar aquilo que ja acontece. Nos estamos tentando trazer essas pessoas mais para o protagonismo, fora da invisibilidade”, conta

Muitos desses grupos civis são ligados a religião de matriz afro-brasileira que são muito perseguidas, e segundo o sub secretario as ações visam justamente a realização de projetos para que possam usar da legalidade de recursos públicos para melhorar sua condição de vida.

“Nos queremos ser cidadão, cidadãs, ter uma vida tranquila na medida do possível com todas as dificuldades existentes, mas sem ser rotulado ou discriminado por ser negro ou negra”, finaliza.

Paulo Francis

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