STJ nega Habeas Corpus para Jamil Name e mais 2 presos em operação

O Superior Tribunal de Justiça negou, de forma lininar, Habeas Corpus para Jamil Name, acusado de chefiar milícia e matar ao menos 3 desafetos no estado. O empresário foi preso no dia 27 de setembro deste ano, durante a operação Omertá. A decisão dessa quarta-feira (9) é do ministro Rogério Schietti Cruz.

Segundo o Ministério Público Estadual (MPE-MS) Name lidera uma organização criminosa ligada ao jogo do bicho e a execuções. Ele também foi denunciado por posse irregular de arma de fogo após os policiais cumprirem mandado de busca e apreensão na casa e haras do acusado, encontrando armas e um carregador com munições de pistola 9 milímetros. A pena para o crime varia de 1 a 3 anos de prisão.

Chegada de Jamil Name, apontado pelo Gaeco como um chefes da milícia que agia em MS, ao Centro de Triagem, em Campo Grande — Foto: Reprodução/TV Morena

O advogado dele, Renê Siufi, comentou que apenas uma das armas encontradas, uma espingarda calibre 12, é do cliente. Ele também nega qualquer participação de Jamil Name em atos criminosos. Além do empresário, outros dois funcionários do haras também foram denunciados por posse irregular de arma de fogo.

Recentemente, Name teve mais uma agravante: ele foi denunciado por obstrução de Justiça, com pena que pode chegar a 8 anos de reclusão. Além dele, o Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco) também denunciou o filho dele, Jamil Name Filho, conhecido como Jamilzinho, além de outros 10 investigados.

A investigação aponta que eles teriam agido para intimidar testemunhas, logo após a apreensão de um arsenal em uma das casas dos Name, no Jardim Monte Líbano. No mesmo dia, o ex-guarda municipal Marcelo Rios foi preso e apontado como o responsável pelo armamento. Na denúncia, consta que ele e a esposa passaram a ser ameaçados por dois guardas municipais identificados como Rafael Antunes Vieira e Robert Vitor Koperski, além de um segurança particular identificado como Flávio Narciso Morais da Silva. Os dois primeiros foram inclusive demitidos pela corporação.

Para o MPE, a intenção destes envolvidos era evitar que o casal falasse do envolvimento do Jamil e o filho, levando a investigação a apontá-los como os donos das armas e também responsáveis pelas execuções apuradas na força-tarefa entre o Gaeco e a Delegacia Especializada em Repressão à Roubos a Bancos, Assaltos e Sequestros (Garras).

O advogado Anderson Buzo, que defende Rafael, Robert e Flávio ressaltou que a defesa irá se posicionar durante a fase de instrução. No entanto, ele alega inocência dos investigados, dizendo que eles não atrapalharam as investigações. Ao todo, o Gaeco denunciou 12 pessoas pelo crime de obstrução de Justiça, todas elas com suposto envolvimento na organização criminosa.

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