STJ nega Habeas Corpus a casal Olarte que continuará preso

OlarteO Habeas Corpus não foi concedido e continuaram presos o vice-prefeito afastado de Campo Grande, Gilmar Olarte, e sua esposa Andréia Nunes Zanelato Olarte. A decisão foi divulgada nesta sexta-feira (19) pelo STJ (Superior Tribunal de Justiça) que negou liminar ao pedido dos advogados do casal detido pela na “Operação Pecúnia”, na última segunda-feira, na residencia da família. Os dois e mais dois empresários da Capital foram presos a pedido do MPE (Ministério Público Estadual), que em levantamentos investigatório em decorrência da então Operação Cooffe Break, os acusa de enriquecimentos ilícito e lavagem de dinheiro, pois conforme a investigação, a princípio, os bens são incompatíveis com a renda do casal. Preso, casal Olarte alegou perseguição política, como o mostra o vídeo do Página Brazil.

A decisão até chega tarde, pois o grupo pode ser liberado hoje, pois foi preso a cinco dias, em pedido de prisões temporárias, que são válidas por cincos dias. Desta forma, caso não haja prorrogação, eles sairão hoje. De acordo com advogado do casal, João Carlos Veiga Júnior, a expectativa da defesa é que eles sejam soltos na tarde de hoje. “Se houver prorrogação, vou entrar com pedido de novo. Mas acho que eles não vão pedir prorrogação. O Olarte já foi ouvido. E ela será ouvida às 9h, não tem motivo para prorrogar”, diz Veiga com relação a ação da Operação Pecúnia, realizada pelo Gaeco (Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado), braço do MPE, que pediu o recolhimento temporário.

As investigações começaram a partir dos dados obtidos com a quebra do sigilo bancário de Andréia Olarte e de sua empresa, denominada Casa da Esteticista. Conforme investigações, entre 2014 e 2015, enquanto Olarte ocupava o cargo de prefeito, Andréia adquiriu vários imóveis na Capital. Os bens totalizaram R$ 3,6 milhões, com preferência por imóveis em condomínios de luxo. Alguns bens ficaram em em nome de terceiros, com pagamentos iniciais em elevadas quantias (dinheiro, transferências bancárias e depósitos).

Também foram presos o empresário Evandro Simões Farinell e o corretor Ivamil Rodrigues de Almeida. Ivamil é apontado como braço direito do casal nas aquisições imobiliárias fraudulentas e Evandro Farinelli é suspeito de ceder o nome para que as aquisições fossem feitas.

A defesa dos casal Olarte informa que todos os bens foram legalmente declarados.

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