STF cogita bloqueio no fornecimento de medicação de alto custo e manifestantes vão às ruas

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Mobilização contou com encenações e frases marcantes

Na manhã deste domingo (16) dezenas de pessoas se reuniram na Praça Ary Coelho, região central de Campo Grande, para se manifestar sobre o julgamento que tramita no STF (Supremo Tribunal Federal) que pode afetar o tratamento de Saúde de milhares de brasileiros, que necessitam de procedimentos e acima de tudo de medicação de alto custo, fornecidos pelo Estado. A perda de tratamento já havia mobilizado famílias de pessoas com doenças raras no fim do mês passado, como o Página Brazil divulgou, também em um domingo que antecedeu a semana de retomada do julgamento no STF.

A Suprema corte julga o caso da obrigatoriedade na distribuição de remédio com valores de alto custo para portadores de doenças raras, entre elas a Fibrose Cística. A manifestação “STF, Minha Vida Não Tem Preço” tem como objetivo sensibilizar pessoas e autoridades a favor da continuidade da concessão gratuita dos medicamentos. Os julgamento está em processo  no Supremo, tendo iniciado no último dia 27 de setembro. Naquele dia, o processo de votação e decisão foi suspenso por um pedido de vistas de um dos ministros. Mas, a ação deve ser retomada ainda este mês.

O Página Brazil conversou com a Neia da Silva, diretora da ASMFC (Associação Sul-Mato-grossense de Fibrose Cística) mobilizadora da causa e mãe de um portador da doença. Para a diretora, o bloqueio no fornecimento dos remédios de alto custo implica na saúde das pessoas que necessitam do medicamento, uma vez que ultrapassa o valor de R$ 30 mil para a aquisição de pessoa física.

Neia tem um filho portador da Fibrose Cística (Foto: Elivelton Almeida)
Neia tem um filho portador da Fibrose Cística (Foto: Elivelton Almeida)

Neia Silva, que tem um filho com e faz parte Associação, aponta que o assunto de extrema importância e complexidade foi colocado em votação pelo STF em regime de urgência, impossibilitando que a sociedade civil, tivesse tempo hábil de se organizar, de mobilizar a opinião pública e de fazer uma sólida defesa promovendo o debate do assunto.

Contudo, ela ressalta que um movimento foi colocado em andamento nas redes sociais pela #STFMinhaVidaNãoTemPreço e com ação nas ruas neste fim de semana que antecede dias da votação. “Nesse pouco tempo, surgiu um movimento para mobilizar a sociedade e sensibilizar os ministros, já que estão em jogo vidas humana. Não pedimos ou ninguém pede para ter doenças graves. Mas, o tratamento é nosso direito”, apela a mãe Neia. (Com Lúcio Borges)

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