‘Sou filho de exilado político’, diz Maia sobre comemoração do golpe de 64

Portal G1

O presidente da Câmara dos Deputados, Rodrigo Maia — Foto: Marcelo Chello/CJPress/Estadão Conteúdo
O presidente da Câmara dos Deputados, Rodrigo Maia — Foto: Marcelo Chello/CJPress/Estadão Conteúdo

Questionado nesta quarta-feira (27) se é favorável à decisão do presidente Jair Bolsonaro, que autorizou comemorações do golpe militar de 1964, o presidente da Câmara, Rodrigo Maia (DEM-RJ), não respondeu sim ou não e afirmou: “Sou filho de exilado político”

O pai de Rodrigo Maia é o ex-prefeito do Rio Cesar Maia, exilado no Chile durante a ditadura militar.

Nesta segunda-feira, o presidente Jair Bolsonaro determinou ao Ministério da Defesa que prepare as “comemorações devidas”pelo golpe militar de 1964, que completa 55 anos em 31 de março. A ordem causou desconforto entre alas militares.

Pautas na Câmara

Maia voltou a negar que a derrota do governo Bolsonaro com a aprovação da proposta de emenda constitucional do Orçamento tenha sido uma retaliação ao presidente.

A PEC obriga o governo a executar os investimentos do orçamento. Após a votação, Maia disse que a aprovação era uma vitória para o governo e destacou que o presidente Jair Bolsonaro, quando era parlamentar, e o filho dele, o deputado Eduardo Bolsonaro (PSL-SP), assinaram o texto da PEC.

O deputado disse ao blog que a Câmara deve discutir nas próximas semanas pautas importantes, como a autonomia do Banco Central e matérias envolvendo licenciamento ambientais.

“Vamos trabalhar como estamos fazendo. Não tem isso de retaliação, vamos tocar”.

 — Foto: Editoria de Arte / G1

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