Sobrinho é preso acusado de assassinato de homem encontrado em caminhonete

Um sobrinho seria o autor do assassinato de Veríssimo Coelho dos Santos, 61, morto com pelo menos 10 tiros de pistola. O corpo da vítima foi encontrado na manhã de ontem (1) dentro de uma caminhonete nas proximidades da Sitioca Campina Verde, em Dourados. Além de baleada, a vítima também foi agredida com vários golpes de objeto cortante na cabeça, conforme já constatado pela perícia técnica da Polícia Civil.

O sobrinho de 28 anos foi encontrado na chácara dele – localizada a aproximadamente 300 metros do local onde o corpo foi encontrado – por policiais. Ele foi levado para a delegacia do 1º Distrito Policial para prestar depoimento e acabou preso em flagrante acusado de homicídio. De acordo com o delegado responsável pelas investigações, Erasmo Cubas, o rapaz deu declarações contraditórias. Ele foi a última pessoa a ter contato com a vítima, conforme foi relatado por testemunhas e também comprovado por fotos às quais a polícia teve acesso.

Na noite do crime, o sobrinho teria feito um churrasco na chácara dele para o tio. No local, a polícia apreendeu um facão e uma machadinha, que podem ter sido utilizadas no assassinato e foram encaminhadas para análise. A perícia técnica já confirmou que Santos não foi morto dentro da caminhonete, onde o corpo foi encontrado. Ele foi assassinado em outro lugar e teve o corpo transportado.

Conforme o delegado titular do SIG (Serviço de Investigações Gerais), a vítima e o acusado não teriam parentesco de sangue, mas de ‘consideração’. O sobrinho disse em depoimento que após o churrasco o tio teria ido embora dizendo que iria se encontrar com alguém.

Dentro da caminhonete onde estava a vítima, foram encontradas uma toalha e uma capa de sofá que de acordo com testemunhas seriam da chácara do acusado, que foi autuado e preso em flagrante por homicídio simples e vai ser ouvido novamente hoje pela manhã pela polícia. Duas pessoas que trabalham na chácara dele também foram ouvidas pela polícia e liberadas.

ACUSADO TRANSFERIU CARRETA DA VÍTIMA PARA O NOME DELE

Ainda conforme as informações já apuradas pela polícia, há aproximadamente 15 dias uma carreta de propriedade da vítima foi transferida pelo acusado para o nome dele. O acusado alega que a ação foi de comum acordo, por ele ter uma empresa e a ação facilitar para o tio com relação a questões de impostos.

A polícia investiga se a transferência de propriedade do bem seria uma das motivações do crime. Outros familiares da vítima disseram para a polícia que a carreta era um sonho da vítima e que não acreditam em uma transferência voluntária.