Siufi: “Votaria de novo pela cassação pelos crimes que Bernal cometeu”

Silvio Ferreira

O deputado estadual Paulo Siufi (MDB) comentou a decisão do Tribunal de Justiça de Mato Grosso do Sul (TJ-MS) que, nessa quarta-feira (22), arquivou a denúncia contra o parlamentar feita pelo Ministério Público Estadual (MPE) no âmbito da Operação Coffee Break.

O deputado estadual Paulo Siufi (MDB). Foto: Victor Chileno

Entendendo o caso
Siufi – e outras 23 pessoas, que tinham mandato na legislatura encerrada em 2016 na Câmara Municipal de Campo Grande – foram acusados de terem recebido propina do então vice-prefeito Gilmar Olarte (PP), e do ex-governador de Mato Grosso do Sul, André Puccinelli (MDB) para cassar o ex-prefeito de Campo Grande, Alcides Bernal (PP), em março de 2014.

No ano passado, Siufi assumiu a vaga aberta por Marquinhos Trad (PSD) na Assembleia Legislativa de Mato Grosso do Sul, que saiu para concorrer nas eleições municipais de 2016. Em face do novo mandato passou a contar com foro privilegiado. O processo então passou a correr em segredo de Justiça no Tribunal de Justiça de Mato Grosso do Sul (TJ-MS). Os demais vereadores ainda respondem às acusações na 3ª Vara Criminal de Campo Grande.

Arquivamento
Ao ser questionado sobre as críticas feitas pelos desembargadores que determinaram o arquivamento da denúncia do MPE por apontarem falta de provas conclusivas, o parlamentar optou por uma resposta pacificadora:

“Seres humanos cometem erros e eu não quero julgar ninguém. Cabe à Justiça fazer isso. Eu sou pediatra, deixo o Direito para o meu advogado. Quanto à cassação de Bernal, eu tenho a consciência tranquila. Meu voto foi consciente e votaria de novo pela cassação pelos crimes de improbidade administrativa que Alcides Bernal cometeu – e pelo que ele fez para a minha cidade -, que ao longo dos anos as pessoas foram verificando. Eu sempre confiei na Justiça. Existe o tempo de Deus e o tempo dos homens. O dos homens chegou e tenho certeza que a Justiça tem sido feita da forma como deve ser”, concluiu.

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