Situação do ministro relator é esperança dos vereadores cassados

A vereadora Thaís Helena (PT) declarou-se surpresa com a decisão do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) que cassou, na tarde desta terça-feira (17), o mandato da petista e ainda dos vereadores Delei Pinheiro (PSD) e Paulo Pedra (PDT).

Thaís Helena afirma que recorrerá da decisão  Foto Silvio Ferreira
Thaís Helena afirma que recorrerá da decisão Foto Silvio Ferreira,

Thaís Helena declarou que recorrerá da decisão por acreditar que “uma sentença que afeta várias pessoas não deve ser baseada nas provas apresentadas contra apenas uma pessoa”, referindo-se às notas de compra de combustiveis apreendidas no comitê eleitoral do vereador Paulo Pedra (PDT), aventadas como provas no processo.

A vereadora declarou desconhecer o questão de uma eventual suspeição do relator do caso, ministro Admar Gonzaga, pelo fato de o desembargador já ter advogado para a suplente Juliana Zorzo, diretamente interessada no caso.

 

“É lógico que, diante dessa informação, que interessa diretamente à suplente, vou consultar à nossa consultoria jurídica. E agora, nem será apenas pela questão do mandato, apesar de eu amar à vida parlamentar, em que já atuo há onze anos, mas para reestabelecer a verdade”, garantiu.

Mais cedo, Delei Pinheiro ressaltou a mesma situação e também disse que irá recorrer. “Ele poderia ser dado por impedido”, pontuou Delei.

CASSADOS

Foi unânime pela cassação o parecer dos ministros votantes no TSE. O relator do caso, Admar Gonzaga, informou que estava “absolutamente comprovada a compra de combustível” e que não havia dúvida sobre a captação “ilícita de sufrágio”. A decisão será cumprida a partir de sua publicação.

Os três vereadores já haviam sido cassados pelo juiz da 54ª Zona Eleitoral de Campo Grande, Luiz Antônio Cavassa de Almeida, em dezembro de 2013. Eles recorreram e haviam conseguido garantir os cargos por força de liminar concedida no mesmo período. A acusação contra eles é de compra de votos com troca por combustível e abuso do poder econômico. Todos alegam falta de provas.

Silvio Ferreira com Jackson Nogueira

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